Crónicas de uma Leitora: [Opinião-Cinema]: A Teoria de Tudo

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

[Opinião-Cinema]: A Teoria de Tudo



Um filme adaptado de um livro que retrata o processo de criação que deu origem a um livro. Confusos? Não é caso para tanto!

Comecemos pelo início. "A teoria de tudo" é um filme inspirado na obra "Viagem ao infinito" escrita pela ex-mulher de Stephen Hawking, cientista e autor da teoria astrofísica intitulada: "A Teoria de tudo". Aqui tudo é biográfico e real. 


Apesar de tanto o livro como o filme só chegarem a solo Português em Janeiro, não aguentei tanta curiosidade e vi o filme imediatamente. 

Duas horas depois, é impossível não admirar a força e a coragem de Hawking, que ainda encontra-se vivo nos dias de hoje, apesar dos médicos só lhe darem dois anos de vida, depois de ser diagnosticado com uma doença degenerativa muscular. Esta doença afectou fisicamente Stephen e toda a sua família mas a sua saúde mental continuou intacta e mesmo já doente e incapacitado, conseguiu provar naquilo que acreditava, mostrar ao mundo a sua teoria científica. 



É perfeitamente visível como a ficção se misturou belissimamente com a vida biográfica dos Hawkings, começando logo pela escolha do casting, Ajudou muito terem sido contratados actores, não só com competências de intepretação bastante boas, como também com parecenças físicas ao casal Hawking. 
O filme acompanha toda a trajectória do cineasta até ao seu momento de triunfo, retratando a sua vida pessoal e profissional e mostrando como uma doença pode destruir - ou não - uma família. Os Hawkings não rejeitaram a doença e nem a aceitaram. Adaptaram-se a ela sem se tornarem escravos desta mesma. Claro que muitas vezes chega-se a um limite, onde não dá mais e passaram por um divórcio há 20 anos (1995). Mas a amizade entre o ex-casal perdurou e até foram juntos à premiere do filme:

Felicity Jones, Jane Hawking, Stephen Hawking e Eddie Redmayne (Foto: Getty Images)
O casal Hawking com os actores

Os protagonistas de "A teoria de tudo" merecem todos os elogios que possam ser feitos, em especial Eddie Redmayne que está soberbo no papel principal. Era um actor que já conhecia e antes de ver o filme, não tinha dúvidas que teria uma grande intepretação. As minhas expectativas não foram defraudadas como foram superadas. Felicity Jones merece igualmente os elogios, representando o papel de esposa, sempre presente a viver a vida do marido durante anos, até começar a viver a sua própria vida, sem parecer egoísta ou má pessoa. É um bom tema para reflectir, até onde está-se disposto a suportar por amor, ou pelo bem de uma família, se não somos felizes? 

"A teoria de tudo" resume-se perfeitamente à última frase dita no filme e ao lema com que Stephen sempre viveu:
"Enquanto há vida, há esperança."

Sem comentários:

Enviar um comentário