Crónicas de uma Leitora: "Ópio", de Maxence Fermine - Opinião

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

"Ópio", de Maxence Fermine - Opinião



Autor: Maxence Fermine
Edição/reimpressão: 2003
Páginas: 168
Editor: Quetzal


Sinopse:China, 1838. Pela primeira vez, um inglês, Charles Stowe, navega nas águas do Rio Verde em busca dos segredos do fabrico do chá. Com a ajuda de um irlandês duvidoso, Stowe atravessa as portas do Império do Meio, no intuito de se tornar o mais importante intermediário do comércio do chá com a Inglaterra. Quando finalmente acede aos jardins secretos, espera-o uma flor perigosa... a flor do ópio e a mulher que lhe pertence. uma viagem misteriosa e singular, ainda que os palácios sejam sempre irreais, as mulheres perturbantes e os pactos sempre de sangue.A escrita de Maxence Fermine não depende de um dramatismo intenso nem de reviravoltas complicadas, ele segue o fio da história numa linha límpida e simples, sem perder nunca o Oriente, a que nos conduz enfeitiçados.

Opinião:Fluído. Nostálgico. Sonhador.
Este é um livro pequeno, sem grandes ousadias nem divagações. Leva-nos a outros tempos e  às descobertas de um ocidental que se aventura num mundo novo e diferente. Tudo é exótico à sua vista e o perigo espreita a cada passo que dá, embora que de forma pouco incisiva. 
A narrativa exibe ora uma estranha ternura, ora uma repentina amargura, ambas fiéis àquilo que um  vício pode traduzir.
As paisagens são descritas de forma agradável bem como tudo o que envolve o aroma, o sabor e a origem do chá daquela região.
'Ópio' é um livro que se lê bem e de forma rápida. Recomendo.

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