Crónicas de uma Leitora: "O asssassinato de Tutankhamon" - um inquerito cientifico e policial

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

"O asssassinato de Tutankhamon" - um inquerito cientifico e policial



Título: O assassinato de Tutankhamon
Autor: Bob Brier
Editora: Bertrand
Publicação: Janeiro de 2000´
Tradução: Ida Boavida
Páginas: 272

Sinopse:
Uma investigação científica e policial sobre um crime com 3000 anos, esquecido pela história. Ressuscitado o mundo tumultuoso do Antigo Egipto, dos seus conflitos dinásticos como das suas revoluções espirituais, recorrendo à arqueologia, aos textos antigos, mas também  às técnicas mais modernas da medicina legal e do estado das múmias, extraíndo indício após indício, verificando hipótese ap´so hipótese, Bob Brier traz a solução para o mistério do destino fabuloso de Tutankhamon, a criança-rei, bem como do seu destino trágico.
- O que indiciam as radiografias do Faraó? Um acidente ou um assassínio?
- O que significa o segredo à volta do seu tumulo? Um acaso ou uma vontade de dissimulação?
- O que sugerem as mortes sucessivas dos que lhe são próximos? Pura coincidência ou uma série de eliminações sistemáticas?
- Que revelações encerra a correspondência da sua viúva com o império hitita? Uma perturbação da mulher chorosa ou a prova de uma conjura?
- E, sobretudo, quem ordenou que se apagasse o nome de Tutankhamon da história egípcia?

Cabe ao leitor, associado à imvestigação, identificar por si mesmo o culpado de um autêntico crime de Estado que, sem a contribuição da ciência, teria ficado para a eternidade como um crime perfeito. Recorrendo à análise, à peritagem, à narrativa, esta obra magistral renova com brio o estudo da egiptologia.

Opinião:
Sou uma amante confessa de tudo o que tem a ver com a história do Antigo Egipto e, por isso, em casa tenho inúmeros livros sobre esta temática, devorados de fio a pavio. Este meu fascínio vem de longe e só o compreendi efectivamente quando, por curiosidade, um certo dia, numa terapia de regressão descobri que numa outra encarnação vivi no Egipto e, além de guardar em mim alguns traços da Cleópatra, outras das personagens fantásticas da história egípcia, também a minha forma de vestir e a própria maneira de me maquiar tem tudo a ver com os egípcios. Quando vi este livro na Bertrand fiquei, desde logo, fascinada porque tratava-se de uma investigação sobre a misteriosa morte de Tutankhamon, o mais jovem rei egipcio. O egiptólogo e paleopatologista (especialista das doenças antigas), Bob Brier consegue cativar-nos de tal forma ao longo de cada pagina, que se a memória nao me falha, li este livro em apenas dois dias. Aliando a investigação científica, recorrendo a técnicas modernas, a episódios retratados dessde que o jovem faraó subiu ao trono, somos transportados até esse tempo e acabamos por constatar que, afinal, Tutankhamon foi brutalmente assassinado, com uma pedra arremessada na sua cabeça, facto comprovado atraves de varias radiografias ao seu cranio, contriando as teses de que sofreria de uma doença genética, que lhe tirou a vida com apenas 18 anos.
A descoberta do seu tumulo tambem foi um marco importante para a história do Antio Egipto, tendo sido diversas vezes alvo de saques em busca de tesouros que acompanhavam sempre os mortos naquela altura, como forma de os acompanhar noutra vida, além de alguns pertences pessoais e ate mesmo comida. Ao longo das mais de duas centenas de páginas existem fotografias a retratar o jovem rei, além de varios exames de peritagem, descritos na perfeição pelo autor, sem esquecer as técnicas de mumificação, num processo muito avançado para aquele tempo, onde, por exemplo, o cérebero era extraído através das narinas.
Suspense, acção, conhecimento científico, tudo surge conjugado de forma perfeita, naquele que foi um dos livros que mais me marcou e que, no fundo, revela que, por vezes, quem julgamos o nosso melhor amigo se transforma no nosso pior inimigo, tal como aconteceu com Tutankhamon, traído por quem julgava estar do seu lado. Uma triste e dura realidade que, infelizmente, ainda hoje acontece. Aqui fica um pequeno cheirinho da obra....o resto cabe ao leitor ler por si próprio :-)

Saudações literárias
Susana Cardoso

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