Crónicas de uma Leitora: Morte Com Vista Para o Mar, de Pedro Garcia Rosado (Opinião)

terça-feira, 18 de junho de 2013

Morte Com Vista Para o Mar, de Pedro Garcia Rosado (Opinião)


Para ler mais informações de Morte Com Vista Para o Mar, clique aqui


Sinopse:


Nas traseiras de uma moradia isolada nas Caldas da Rainha, um professor de Direito reformado aparece morto à machadada na casa onde vivia sozinho. Patrícia, inspetora-coordenadora da PJ, pede ajuda ao seu ex-marido Gabriel Ponte, antigo inspector da Polícia Judiciária, que assim regressa ao mundo da investigação criminal.

Meses antes, o professor tinha contactado Patrícia, sua antiga aluna e amante, para denunciar a existência de um esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro em torno do projeto de um empreendimento turístico gigantesco nas falésias da costa atlântica.

As primeiras provas apontam para que este homicídio seja resultado de um affair com uma mulher casada, mas poderá o professor ter sido assassinado por saber demais?


Opinião de Claudia Lé:

Os policiais são realmente os meus livros de eleição, desde tempos idos na companhia de Robin Cook ou com a magnífica Mary Higgins Clark perdi muitas noites e, consequentemente, as primeiras aulas da faculdade de Psicologia. Ficava acordada até adormecer com a cara em cima do livro por pura exaustão. Com este livro aconteceu exatamente o mesmo, adormeci perto da 1 da manhã, faltando pouco mais de 20 páginas e simplesmente porque as pálpebras pesavam uma tonelada devido ao João Pestana e restante família andar aos saltos em cima delas. No entanto, às 5h da manhã acordei e não resisti, pé ante pé saí da cama de livro na mão, enrosquei-me no sofá da sala e li com muito vagar estas últimas páginas... se por um lado queria saber se minhas expetativas estavam certas (estavam sim senhor), por outro queria fazer durar estas últimas páginas uma vez que o próximo livro do autor sai apenas em Setembro!

ADOREI o livro, o enredo, as personagens, o fato de se passar na minha maravilhosa zona Oeste que acabou por tornar mais visível as diversas descrições dos locais onde se centravam os episódios mais sanguinolentos. Ontem mesmo passei pela Tornada, sorri ao olhar a estrada em busca de um cartaz com a indicação da casa do Zé da Lenha.

Nunca havia lido nenhum policial de autoria portuguesa, sem sombra de dúvida irá ser um autor a seguir uma vez que a sua escrita, bem como tema e personagens conseguem-nos prender de uma ponta à outra. Se neste livro consegui facilmente ser transportada para a Foz do Arelho, para Caldas da Rainha ou mesmo Tornada, pergunto a mim mesma se os restantes livros também o farão, assim sendo só tenho mesmo uma maneira de o saber e faço tenção de os ler a todos.

Um grande agradecimento ao autor pelas horas desta leitura alucinante que me proporcionou, aguardo expetante não o próximo mas sim os próximos livros, acreditando que daqui a alguns anos tenha uma estante dedicada apenas aos seus livros. A escrita em si é bastante fluída, as descrições são pormenorizadas, tal como devem ser em livros com esta temática.

Ao contrário de outros autores, em que as descrições sanguinolentas mais pormenorizadas são deixadas à imaginação do leitor, o autor não teve reservas ou pudores em descreve-las de forma a que o leitor pudesse saborear o ambiente envolvente, sentir os cheiros decorrentes da acção ou visualizar as cores retratadas no livro. Com isto não quero transmitir que o livro se dedique simplesmente à explicação macabra de pormenores mais violentos, uma vez que estes se encontram perfeitamente enquadrados na trama. Aconselho o livro a todos os «amantes do crime» convencida de que irá ser uma surpresa aos mais diversos níveis!!!

De Parabéns está também está TopSeller, pela magnífica capa bem como pela qualidade de impressão. As páginas do livro têm uma densidade acima do habitual o que torna o mesmo bastante mais atrativo e fácil de manter em bom estado. Sim os livros também se compram pelas capas ou pelo menos, serão sempre a primeira imagem a guardar em nossa mente e que possivelmente nos seduz ou, pelo contrário, condiciona a não dedicar mais do que um breve olhar.

Sem comentários:

Enviar um comentário