Crónicas de uma Leitora: "Dividida" e "Rainha" de Amanda Hocking [Opinião Dupla]

segunda-feira, 3 de junho de 2013

"Dividida" e "Rainha" de Amanda Hocking [Opinião Dupla]

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Opinião por Vera Carregueira:

Depois de Wendy ter decidido fugir de Forëning com Rhys acaba por ser raptada por vittra e é levada diante do seu rei Oren descobrindo que o mesmo é o seu pai. É aqui que conhece Loki um homem estranho e fascinante. Logo de seguida é resgatada por Finn, Duncan, Tove e Matt e levada para o palácio trylle. Pouco depois Loki é apanhado a entrar à socapa no palacio e feito prisioneiro, só que como não há masmorras Elora é forçada a mantê-lo preso mentalmente dispendendo assim muitas das suas forças que se começam a esvair deixando-a verdadeiramente debilitada.

Neste livro vemos a protagonista a começar a amadurecer, o seu relacionamento com Finn não é o mesmo pois este afasta-se cada vez mais dela colocando sempre os costumes, tradições e leis dos trylle à frente de qualquer tipo de contacto. Wendy começa a aprender aos poucos sobre a história do seu povo e como ser a próxima rainha. Nota-se nitidamente que a princesa e a mãe começam a unir esforços e Elora pede à filha que pelo bem do povo se case com Tove.

O pouco que conhecemos de Loki deixa-nos com dúvidas, se por um lado queremos acreditar na honestidade das suas palavras por outro não nos podemos esquecer quem ele é e de onde veio. Willa fortalece cada vez mais a sua amizade com Wendy e os laços que as unem são de verdadeira amizade e companheirismo, também Willa irá mudar bastante ao longe deste livro e temos mesmo uma surpresa agradável com o desfecho que se avizinha.

Matt fica no palácio acabando por se adaptar e tentar perceber o que o rodeia e a sua relação com Rhys começa a desenvolver-se lentamente. Conhecemos também Duncan o novo localizador da princesa e aqui devo dizer que nem sei se gosto dele, a personalidade é muito fraca, parece um tolo e não sei se ele é realmente substimado ou se é só parvo.

A acção é bastante rápida e desenvolve-se a história rapidamente fazendo-nos ler avidamente. Amanda Hocking sabe-nos prender e desejar por mais e foi o que fiz ao pegar logo de seguida no livro Rainha, o terceiro e último volume desta trilogia.

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Neste livro vemos os preparativos para o casamento de Wendy e Tove que decidem levar avante os planos das suas mães, considerando ser o melhor para o reino e até para os dois uma vez que são grandes amigos e aliados apoiando-se mutuamente. A relação deles é muito interessante pois Tove é um aliado incondicional. Finn aparece na vespera do casamento querendo oferecer uma única noite de amor a Wendy que acaba por trocar apenas alguns beijos com ele acabando por cortar qualquer relação que possa haver. O abismo entre os dois cresce na mesma medida que o que existe entre a princesa e o marquis vittra Loki Staad diminui depois deste ter batido à porta do palácio pedindo amnistia por ter sido brutalmente espancado por Oren.

O estado de Elora é cada vez mais debilitado e tenta passar a Wendy todos os ensinamentos possíveis antes de falecer. Depois do casamento uma cidade trylle é atacada e a sua população quase dizimada. Conseguimos perceber os contornos da trama à medida que vamos avançando no livro. Apesar de não conseguirmos visualizar tudo vamos percebendo aos poucos com quem Wendy ficará no final e aqui fiquei com um sabor agridoce porque adorei o primeiro livro com o relacionamento dela com Finn e adorei todo o relacionamento dela com Loki por isso por um lado eu tinha a minha escolha mais ou menos feita mas por outro lado não tinha a certeza se deveria ser assim. Neste e em muitos outros aspectos a autora conseguiu surpreender-me e arrebatar-me completamente.

Wendy evolui bastante neste ultimo livro, o seu amadurecimento é ainda maior que no anterior, começa a sentir o peso das responsabilidade e as decisões que toma são de uma pessoa ponderada que quer apenas o bem do seu reino, que entretanto aprendeu a amar.

É um dos melhores livros dentro do género, uma leitura apaixonante! Tão apaixonante que o li numa tarde e inicio de noite, meia duzia de horas foi o que precisei para continuar a render-me a personagens tão corajosas, complexas, viciantes. Ficou a alegria de saber o final e o sabor amargo de ter acabado. Amanda Hocking tem outros livros que espero vir a ver editados em Portugal pois é uma autora que vale realmente a pena.

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