Crónicas de uma Leitora: [Opinião] Cidades de Papel, de John Green

sábado, 23 de março de 2013

[Opinião] Cidades de Papel, de John Green


Autor: John Green
Editora: Editorial Presença
N.º de Páginas: 344
Edição/Reimpressão: 2013

Sinopse: 
Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. Agora que se reencontraram, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot.

Opinião: 
 Há muito tempo que John Green estava na minha lista de leituras deste ano, e a hipótese de poder ler este livro foi um verdadeiro prazer para mim. E digo isto porque a história deste livro fez-me reviver e recordar uma série de situações da minha vida. de forma que nunca nenhum outro livro tinha feito.
Este é um livro que fala sobretudo da adolescência, do fim dela e dos pensamentos que invadem esta fase da nossa vida. Actualmente tenho vinte anos, o que significa que não deixei de ser adolescente há muito tempo, pelo que todas estas memórias estão ainda fresquinhas em mim. E John Green tocou exactamente em todos aqueles pontos, fez-me ver como eu era, como me sentia e como me identificava com as personagens, especialmente com Margo. Margo, a rapariga que por fora parecia a maior e a melhor, e que por dentro vivia um grande drama, por ser aquilo que realmente não é.
A história em si só se torna especial se lhe dedicarmos algum tempo e alguma meditação. Se apenas a lermos, não a sentirmos, acaba por ser uma grande palhaçada sem sentido. Afinal, quem tem paciência para aturar dramas de adolescentes? Eu própria pensei assim em grande parte do livro (e cheguei à conclusão que há quatro anos atrás era um bocadinho estúpida), mas no final não evitei fechar o livro com um sorriso nos lábios. Foi perfeito, simplesmente perfeito.
Os diálogos são do mais genuíno que existe, tão característico daquela fase. As personagens são complexas e bem trabalhadas, notando-se um evoluir das suas atitudes e pensamentos, preparando-as para a entrada na fase adulta. Por trás de toda a parte reflectiva, existe ainda o mistério do desaparecimento de Margo, que adensa ainda mais o interesse pelo livro. Juntando a isto tudo, é um livro que se lê muito rapidamente, e ainda proporciona umas quantas gargalhadas. O final, apesar de não ser o que mais desejava, faz todo o sentido, e mostra realmente o culminar da adolescência e as decisões a se fazer no futuro.
Este é um livro mais que recomendado, que eu arriscaria a dizer que é de leitura obrigatória. Há muito tempo que não me sentia tão reflectida numa história.

Sem comentários:

Enviar um comentário