Crónicas de uma Leitora: A Casa da Morte | James Patterson & David Ellis | Opinião

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A Casa da Morte | James Patterson & David Ellis | Opinião

Uma casa com vista para o mar e um segredo mortal que teima em não ficar enterrado. O n.º 7 da Ocean Drive é uma propriedade multimilionária nos Hamptons, com vista para o mar, onde o dinheiro e o estatuto social não conhecem limites. Mas a sua fachada em magnífico estilo gótico esconde um passado terrível: a casa foi palco de uma série de homicídios sádicos e brutais que nunca foram resolvidos. Conhecida como «A Casa da Morte», encontra-se agora abandonada, e os habitantes locais preferem passar à distância. Um casal assassinado e segredos chocantes revelados Quando um homem influente e poderoso e a sua amante são encontrados mortos naquela propriedade, a violência do local do crime choca a detetive Jenna Murphy. E o que a princípio parece ser um caso simples acaba por revelar tantos segredos chocantes como a própria Casa da Morte. Só há uma escolha possível: a verdade ou a morte À medida que mais cadáveres vão surgindo, Jenna descobre que os segredos que a Casa da Morte encerra remontam ao seu próprio passado. E antes que a fatídica casa faça mais uma vítima, a detetive percebe que terá de arriscar a própria vida para descobrir a verdade. "A Casa da Morte" é um thriller arrepiante e de leitura compulsiva sobre homicídio e vingança, que não vai deixar o leitor indiferente ao estilo inconfundível de  James                                                                                       Patterson, o autor n.º 1 em todo o mundo.



A parceria Patterson/Ellis veio reforçar com A Casa da Morte aquilo que já sabíamos desde Invisível, funciona na perfeição.

Já sabemos à partida que um livro de James Patterson tem capítulos pequenos o que acelera bastante a leitura e nos deixa aquela vontade de "só mais um, já que é tão pequenino" e quando damos por ela passaram-se mais de 100 páginas.

Os capítulos vão alternando o narrador. Temos Jenna Murphy que narra na primeira pessoa e temos também na terceira Noah Walker, os capítulos de ambos situam-se no presente e vamos ter também capítulos alternados do passado do ponto de vista do assassino.

Depressa percebemos que a detective tem problemas pessoais, algo a está a perturbar ao ponto de ter pesadelos e fazê-la beber demasiado porém nem a mesma sabe o que é. Completamente dedicada ao trabalho acaba por entrar em conflito com o chefe que é também seu tio. Depressa vemos a sua vida a descarrilar e vamo-nos embrenhando na vida complexa de Jenna.

Também Noah é uma personagem interessante, passamos a história toda sem perceber muito bem a sua natureza e desde cedo me senti cativada por ele.

Temos depois uma série de personagens que depressa entram na nossa lista de possíveis culpados não só pelas atitudes presentes como pelas do passado. E depois houve aquela personagem que desde o seu aparecimento me fez disparar os alarmes.

O ritmo é alucinante (claro que ajudado pelos tais capítulos pequenos) e a história flui naturalmente sem quebras. Somos desde o início arrastados para dentro da história e vemo-nos a tentar solucionar o caso e descobrir toda a verdade. Mais uma vez dei vários palpites certeiros ao longo da narrativa o que me deixou bastante contente, ver que apesar de não sermos completamente surpreendidos, pairamos sobre as possibilidades e do "leque" de possíveis respostas escolhemos a correcta leva-me a crer que ainda tenho bons instintos e que Patterson/Ellis sabem agarrar-nos bem à trama.

Uma das melhores coisas destes livros (este e Invisível) é serem stand-alones, não há pontas soltas e nada fica por dizer/resolver. Não há descrições violentas, uma ou outras mais macabra mas nada que deixe os estômagos mais sensíveis revoltados mas não nos enganemos continua a ser a história de um serial killer brutal.

Só tenho coisas boas a dizer, adorei A Casa da Morte e recomendo a sua leitura aos amantes de thrillers/policiais.





Exemplar gentilmente cedido em troca de opinião

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