Crónicas de uma Leitora: Vermelho Cor de Sangue, de Pedro Garcia Rosado - Opinião

sábado, 7 de setembro de 2013

Vermelho Cor de Sangue, de Pedro Garcia Rosado - Opinião


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Sinopse:

Quando um mercenário ucraniano conhecido por Gengis Khan assalta a casa do banqueiro Ramiro de Sá, além de um segurança morto e das jóias roubadas, deixa atrás de si um problema inesperado: do cofre do banqueiro foi também levado o passaporte de Valentim Zadenko, um emissário do partido comunista da União Soviética que entrou em Lisboa no dia 24 de Novembro de 1975 e aí desapareceu misteriosamente. Enquanto o inspector Joel Franco, da Polícia Judiciária, investiga o homicídio do vigilante, o passaporte torna-se uma relíquia que muitos querem deitar a mão: não só o próprio Ramiro de Sá, mas também o chefe da máfia russa, um inspector do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, um veterano do PCUS que foi camarada de Zadenko e ainda Svetlana, a filha do operacional desaparecido, que vem para Lisboa à sua procura, alertada por um angolano que estudou em Moscovo e participou no assalto.

Na busca do documento, todos os caminhos acabarão, mais tarde ou mais cedo, por ir dar a Ulianov, um ex-KGB especialmente treinado que em Portugal se tornou dirigente de um grupo criminoso. Joel terá de contar com a sua ajuda para desenterrar uma conspiração criminosa que nasceu no PREC e envolveu militares revolucionários, banqueiros, assassinos … E várias garrafas de Barca Velha.





O que há primeira vista deveria ter sido um simples roubo de jóias, transformou-se numa caça a um passaporte com mais de 30 anos, de uma personagem russa com a qual, a maioria dos intervenientes não parece ter qualquer relacionamento. Quando Maxim Djalma, colega de roubo de Gengis Khan, pede para ficar com o passaporte encontrado no cofre «como recordação» está longe de imaginar a ponta do véu que acabara de levantar e todas as consequências que iria sofrer com essa simples aquisição.

Para Maxim, o importante seria entregar o passaporte a Svetlana Zandenko, filha de Valentim Zandenko, mas um simples telefonema de Maxim a Svetlana desencadeia uma espiral de situações onde vários homens tentam recuperar o passaporte. O porquê acaba por se revelar nas páginas do livro, recheado de personagens bem estruturadas, nem todas boas, nem todas más, mas com a dualidade de bem e mal tão caraterístico ao ser humano.

Pedro Garcia Rosado consegue envolver-nos neste thriller de forma compulsiva, ansiando pelo desfecho da trama na qual desejamos, que nem todos os «maus» sejam prejudicados ou levados à justiça, uma vez que certas situações poderão levar aio limite o mais santo dos homens... embora de santo pouco ou nada tivesse a personagem de Ulianov pela qual senti uma certa empatia!

As descrições contêm o seu q.b. de macabro, violento e sangrento e certo seria, que se continuasse a viver por Lisboa, faria uma rápida visita a certas zonas onde decorre a trama. É gratificante ler sobre o nosso país, sobre ruas por onde já caminhámos, várias vezes sem sequer imaginar que um dia, estaríamos a ler algo tão viciante como o presente livro. Faz-nos conhecer uma Lisboa que existe em determinados círculos de forma bastante verídica, embora que na mente do comum leitor seja apenas fantasia. Mais uma vez recomendo o autor aos amantes de thrillers, com tão boa literatura por cá, podemos deixar de fazer férias por outros locais de crimes bem mais nórdicos, e passear pela bela e sinistra cidade de Lisboa, descrita de forma tão apelativa para mentes criminosas semelhantes à minha!

2 comentários:

  1. Tenho aqui os dois da TOPSELLER do autor, se gostar talvez adquira este :)

    Beijinho e boas leituras!

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  2. Esta série é fantástica, tenho de a mandar vir pela Fnac pois está a um excelente preço, os que li foram um empréstimo!!!

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