Crónicas de uma Leitora: Triângulo de Pedro Garcia Rosado - Opinião

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Triângulo de Pedro Garcia Rosado - Opinião


Para mais informações clique AQUI



Sinopse:

Joel Franco, Rosa Custódio e Jaime Paixão foram amigos e colegas na Faculdade de Direito e, mais tarde, entraram todos na PJ. Os seus caminhos, entretanto, afastaram-se, até que um caso que envolve um primeiro-ministro extremamente colérico volta a uni-los, mas da pior maneira. Jaime Paixão é agora adjunto do ministro da Justiça e Joel trabalha na Secção de Homicídios da PJ quando Rosa Custódio é encarregada de dirigir uma equipa que se vê a braços com o cadáver da namorada do primeiro¿ministro. E, enquanto Rosa procura contornar os obstáculos políticos que dificultam a descoberta da verdade, devido às manobras de um pequeno grupo de conspiradores entre os quais se encontra Jaime Paixão, o inspector Joel Franco lança-se numa cruzada pessoal. Chegou o momento de o protagonista desta série ir finalmente ao encontro dos suspeitos do homicídio de Augusto, seu amigo de infância, morto no seminário que ambos frequentavam. A perseguição do assassino levá-lo-á, de resto, da Serra da Estrela à Lagoa de Óbidos, onde actua uma rede de pedofilia e prostituição de luxo que tem por cabecilha uma misteriosa empresária conhecida por Medusa. Mas ela tem também ligações ao caso que Rosa Custódio quer resolver. Triângulo segue-se a A Cidade do Medo e a Vermelho da Cor do Sangue (já traduzido em Espanha) e faz do inspector Joel Franco uma das personagens mais importantes do thriller português, que, nesta obra, enfrenta o maior e mais exigente desafio da sua vida.





É oficial, com este livro estou de relações cortadas com o autor, pelo menos durante 24 horas enquanto digiro o final da narrativa... estou tão chateada, revoltada e outros sinónimos mais terminados em ada que nem sei o que vou colocar nesta opinião. Detestei???? Foi uma desilusão??? Por mais decepcionada (outro ada) que esteja tenho de ser verdadeira, franca e honesta. Este deve ter sido o livro que mais me incomodou, como o som de unhas a passar por um quadro de ardósia, recordam-se do som???? Já estão arrepiados, pois, eu também!!!

Magistralmente Pedro Garcia Rosado dá-nos a conhecer um Primeiro Ministro que tem em si tanto de maldade como tem de criança birrenta de 4 anos que adora partir os seus brinquedos e deixar para os outros a culpa dos seus atos. Não consegui desligar o botão de psicóloga e interpretei o complexo enorme do qual José Garrido sofre, é irónico, muito irónico!

O que há primeira vista pareciam duas tramas distintas, a obsessiva procura por parte de Joel da verdade ocorrida aquando o assassinato de seu colega Augusto e o assassinato de uma prostituta de luxo deixada morta em pleno Monsanto  interliga-se sob a forma de múltiplos tentáculos acabando por nos deixar desconcertados no decorrer da sua leitura. Neste livro somos transportados de Lisboa à Serra da Estrela, novamente a Lisboa e para espanto e gáudio meu, à Lagoa de Óbidos que, após leitura deste livro, acabarei por a encarar sob perspectivas mais tétricas!!! Provavelmente mais na altura do inverno, agora seria impossível pensar dessa forma... ou talvez não, realmente à noite aquelas águas parecem de fato bem mais escuras do que o habitual!

Somos confrontados com a prostituição de luxo, a par e passo com as redes de pedofilia e o seu nítido envolvimento com os políticos de nosso país, mas esta questão dificilmente será original nos dias de hoje. Como dizem os ditos populares, esta é a mais antiga profissão do mundo e possivelmente os «poderosos», fossem eles quais fossem ao longo da história, devem ter sido sempre os primeiros a usufruir desta tão velha e geriátrica profissão!

Medusa, a mulher que gere a rede de prostituição é detentora de um dos maiores poderes do país, uma vez que em sua posse tem os nomes de todos os clientes que tanto ela como as suas «meninas» satisfizeram sob as mais diversas formas... esqueçam o habitua e dêem azo à imaginação elevada ao «cubo»... no final da leitura irão compreender a metáfora!

Preparem-se para exclamações de espanto, mórbida satisfação e maquiavélica degustação desta trama tão excepcionalmente concebida! Claro está, adorei o livro, apesar dos apesares que quem o ler saberá do que estou a falar. Estás perdoado Pedro Garcia Rosado, é difícil não perdoar uma mente tão tortuosa!!!

Sem comentários:

Enviar um comentário