Crónicas de uma Leitora: "Crimes Exemplares", de Max Aub - Opinião

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

"Crimes Exemplares", de Max Aub - Opinião


Autor: Max Aub
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 140
Editor: Antígona


Sinopse:
Max Aub (1903-1972) é autor de mais de 40 títulos, entre os quais Crimes Exemplares, publicado em 1957 e que, em 1981, conquistou o Grand Prix de L'Humour Noir, em Paris. 
São 87 confissões curtas, secas e directas, por vezes muito violentas, outras com uma certa beleza poética e bem-humoradas, feitas por quem praticou um crime contra a vida de alguém. São crimes de todo o tipo, por envenenamento, estrangulamento, etc., em que se constata não só a grande perversidade humana, mas também uma inacreditável ingenuidade. 
Este livro mantém uma nada surpreendente actualidade, num mundo como o nosso, onde a violência real parece cada vez mais ficção. Esta edição especial de grande formato conta com 32 ilustrações a preto e encarnado.

Opinião:
Macabro. Espontâneo. Doentio. 
Esta é a versão que circula actualmente no mercado e que conta com uma série de ilustrações. O livro que li não possuía qualquer imagem. Logo, sobre elas não posso comentar. Mas isso pouco importa. O que interessa focar é o conteúdo literário. E esse é absolutamente brilhante.
"Crimes Exemplares" trata de uma série de relatos curtos que exprimem na perfeição aquilo que passa na cabeça de um assassino antes de cometer o crime. Por vezes diabólico, por vezes cómico, as emoções saem das páginas e atingem-nos como um raio. É curioso como o mais simples gesto ou o mais pequeno e insignificante sentimento podem provocar uma pessoa de forma a levá-la uma insanidade quase instantânea. Isto, claro, aplica-se àqueles que antes eram considerados sãos.

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