Crónicas de uma Leitora: "1984", de George Orwell - Opinião

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

"1984", de George Orwell - Opinião


 
Autor: George Orwell
Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 314
Editor: Antígona
 
 
Sinopse:
1984 oferece hoje uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas. A electrónica permite, pela primeira vez na história da humanidade, reunir nos mesmos instrumentos e nos mesmos gestos o trabalho e a fiscalização exercida sobre o trabalhador. O Big Brother já não é uma figura de estilo - converteu-se numa vulgaridade quotidiana.
 
Opinião:
Visionário. Palpitante. Provocador.
George Orwell foi conhecido por utilizar a literatura para alertar a sociedade para aquilo que, infelizmente, os seus textos acabaram por não conseguir evitar.
Existem livros que marcam por causa de uma personagem, ou por um estilo de escrita, ou por descrições quase visuais, ou por uma infinidade de razões (ou conjunto delas). Depois, há os livros que se destacam pela sua essência. São os mais raros e 1984 é um deles. Faz os leitores sentirem que, por onde quer que o enredo seguisse, o interesse naquilo que o autor tinha para dizer nunca se pudesse desvanecer. A mensagem passa a ser o mais importante e o resto são acessórios, excelentes acessórios, contudo.
Esta ficção, que prevê uma sociedade amarrada a conceitos onde o sistema remove a liberdade aos cidadãos, num mundo organizado de uma forma diferente à nossa realidade, faz-nos pensar sobre tudo o que existe e sobre aquilo que verdadeiramente desejamos.
Foi o único livro que li no qual não tive curiosidade de saber o final, porque o destino do enredo esteve traçado desde o seu início, fosse qual fosse o caminho trilhado.
Foi escrito nos finais dos anos 40, o que torna ainda mais genial o conceito criado por Orwell. 


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