Crónicas de uma Leitora: A Dama Negra | Nora Roberts | Opinião

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A Dama Negra | Nora Roberts | Opinião


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Sinopse

A história de uma mulher, de uma estátua antiga e de uma paixão que atravessa os tempos.
O ar estava frio quando a Dra. Miranda Jones chegou a casa depois de uma longa semana de trabalho. Mas o seu sangue gelou quando sentiu encostarem-lhe uma faca ao pescoço. Depois de roubaram tudo o que trazia, os assaltantes desapareceram.Profundamente abalada, Miranda decide esquecer aquela experiência assustadora. E, para isso, nada como aceitar o convite para ir a Itália confirmar a autenticidade de A Dama Negra, um bronze renascentista representando uma cortesã dos Medici.
Mas, em vez de cimentar a sua posição como a maior perita mundial nesse campo, a viagem a Itália destrói-lhe a reputação. Sentindo-se alvo de uma cilada, Miranda está decidida a limpar o seu nome. Mas ninguém parece disposta a ajudá-la... com a excepção de Ryan Boldari, um sedutor ladrão de arte, cujos objectivos são obscuros.
Agora torna-se evidente que o assalto à porta de sua casa foi muito mais do que isso... e que a Dama Negra possui tantos segredos quanto a cortesã que a inspirou. Com a ajuda de um homem em quem não deve confiar mas por quem sente uma atracção intoxicante, o futuro de Miranda parece repleto de traições, mentiras e perigos mortais.


Este era um livro já há muito aguardado por mim. Conheci a autora há uns anos tendo iniciado a leitura pela trilogia das Três Irmãs e este foi sempre um livro que vi como sendo um dos melhores da autora, no entanto como todos os anos têm vindo a ser publicados livros novos, acabei sempre por pensar: «um dia compro...» e os dias foram passando. Desta forma, quando finalmente o pude ler, foi com muita vontade e expetativa que o folheei pela primeira vez.
Para começar tenho de fazer uma alusão à capa, adoro a primeira capa e quando esta nova edição saiu estranhei, tão habituada já estava à capa antiga Mas como diz o ditado: Primeiro estranha-se, depois entranha-se, e o certo é que é uma capa lindíssima, com cores apelativas que me fazem lembrar os primeiros dias de Outono, aqueles em que adoro chegar a casa, envolver-me numa das muitas mantas existentes na minha sala e abrir um livro, viajar, viajar, viajar, como Nora Roberts tão bem nos habituou, neste caso, até a um dos países de minha eleição: Itália!
Nora Roberts já me habituou a uma escrita muito fluída, embrenhada em enredos de nos mantêm acordadas pela noite dentro. O primeiro livro dela li-o numa tarde... bem, iniciei de tarde e terminei pela noite dentro, os últimos que tenho lido tenho tentado saborear com um pouco mais de moderação, fazendo-os render de forma a mantê-los junto a mim por mais uns dias. Este no entanto acabou por ser devorado e dificilmente não seria uma vez que nos deparamos com um início de cortar a respiração (literalmente) à protagonista Miranda Jones. A autora consegue, sem aparente esforço, como se lhe fosse completamente inato, conjugar dois tipos de géneros literários distintos; o romance e o thriller.
Neste livro, ambos os géneros são aproveitados de forma equilibrada e eu, leitora compulsiva de policiais, mais uma vez acabo por apreciar esta autora em larga escala, comparativamente a autoras que se dedicam única e exclusivamente ao romance. As emoções são aproveitadas e muito bem exploradas, deparamos-nos com suspense e medo, logo no início do livro, frieza e calculismo, bem como muita paixão e sensualidade, somos sugados pela vingança e traição, e claro está, muito muito romance durante praticamente todas as páginas do livro, seja a paixão de Miranda pela Arte como mais tarde, a paixão por Ryan... todos eles acabam por ser os ingredientes certos para fazerem de Dama Negra uma das obras de maior sucesso da autora.
Valeu muito a pena esperar por ler finalmente esta obra e só tenho mais uma palavrinha a dizer... venham lá mais livros desta autora e que a mesma escreva muitos muitos mais!

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