Crónicas de uma Leitora: Cinema | Opinião | O meu nome é Alice

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Cinema | Opinião | O meu nome é Alice


Ainda AliceO Meu Nome é Alice

Editado em 2009 pela Caderno



O mundo de Alice é perfeito. É professora numa conceituada universidade, é feliz com o marido, os filhos e tem a carreira que sempre quis. Tem uma mente brilhante, admirada por todos, uma mente que não falha… Um dia, porém, a meio de uma conferência, há uma palavra que lhe escapa. É só uma palavra, um brevíssimo lapso. Mas é também um sinal de que o mundo de Alice começa a ruir. 
Seguem-se as idas ao médico e, por fim, a certeza de um diagnóstico terrível. Aos poucos, Alice vê a vida a fugir-lhe. Amada pela família, unida à sua volta, é ela que se afasta, suavemente arrastada para o esquecimento, levada pela Alzheimer. 



Depois de "Livre" chegou a vez de ver outro filme nomeado aos óscares e tudo devido à interpretação de Juliane Moore. Após o visionamento do mesmo, há que admitir que a nomeação é muito mais do que merecida.

Mas primeiro, uma breve referência ao título diferente entre o livro (a edição original de 2009) e o filme. Faria muito mais sentido manter o título original, devido à temática do filme e ao desenvolvimento da personagem. Apesar do Alzheimer, Alice ainda é Alice. "O meu nome é Alice" também tem alguma lógica mas não faz tanto sentido como o anterior.

Dramático e comovente, muitos o até acharão parado demais ou sem grande história. Afinal "O meu nome é Alice" trata apenas da luta de uma mulher contra Alzheimer precoce. É um filme-personagem (tal como 'Livre) mas muito bem conseguido, sem nunca nos fartarmos da história. O elenco é pequeno e para além da protagonista, destaca-se as interpretações de Alec Baldwin, Kristen Stewart e Kate Bosworth, todos bastante capazes nos seus papéis e mais importante ainda, a contracenar todos juntos. 


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Fiquei surpreendida pela abordagem da doença. Desde a mais simples palavra esquecida, até não reconhecer uma divisão da casa, a progressão com que os lapsos de memória se vão intensificando ao longo do filme estão muito bem conseguidos. Dá-nos uma visão muito realista desta patologia e mostra o sofrimento não só do doente mas de toda a família, que muitas vezes se sentem impotentes por não conseguir fazer nada para estabilizar a doença de que mais gostam. 

Juliane Moore é uma das favoritas a vencer o prémio de Melhor Actriz e ainda não tendo visto todos os outros filmes das outras candidatas, até agora é por quem torço para ganhar o Óscar. 

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