Crónicas de uma Leitora: [Opinião] As 1001 Fantasias mais eróticas e selvagens da História, de Roser Amills [Editorial Presença]

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

[Opinião] As 1001 Fantasias mais eróticas e selvagens da História, de Roser Amills [Editorial Presença]


Autora: Roser Amills


Colecção: Diversos [N.º 23]

Data de Edição: 05/02/2013


Páginas: 352

Sinopse:

   Nesta obra fascinante encontramos uma coleção das mais selvagens fantasias eróticas de mil personagens célebres de várias nacionalidades e épocas históricas – Oscar Wilde, Marilyn Monroe, Casanova, Freud, Dali, Maria Antonieta, Madonna, Napoleão, entre muitos outros. São explorados, com um inteligente sentido de humor, os pontos mais altos que a imaginação pode alcançar em termos de sexualidade, sendo abordados aspetos como a linguagem e os sons sexuais, a fogosidade descontrolada, as práticas incestuosas ou o fetichismo.


A autora, ao revelar as fantasias de personalidades conhecidas espera  ajudar as pessoas comuns a lidarem com maior naturalidade com os seus próprios devaneios eróticos e a viverem o prazer sem preconceitos ou convenções.

Crítica/Opinião por: Isabel Alexandra Almeida para o blog Crónicas de Uma Leitora:

   As 1001 Fantasias Mais Eróticas e Selvagens da História  , da autora e Jornalista Espanhola Roser Amills é uma obra diferente, atrevida e escrita num tom bastante descontraído. Roser Amills consegue suscitar nos seus leitores uma vasta panóplia de emoções, por vezes contraditórias, nesta viagem em que partimos à descoberta das fantasias e devaneios eróticos de várias personalidades da História Universal (desde a antiguidade Clássica, até à época contemporânea).

   Fetiches, Manias, vícios, loucuras, crueldade, exibicionismo, exuberância, vontade de chocar a sociedade, traços específicos de personalidade, variados contextos históricos, sociais e culturais produzem este verdadeiro compêndio do imaginário erótico da humanidade, com práticas mais ou menos ortodoxas.

   Importa pegar neste livro de mente aberta, e pronto a aceitar verdades talvez incómodas acerca de ídolos cujos esqueletos no armário [em termos de conduta erótica/sexual] são agora revelados. Há todo um precioso manancial de informação acerca da história do erotismo, da vida privada e das vivências inerentes a estas temáticas, em relação a figuras mundialmente conhecidas em vários meios [artístico, político, social].

   Há histórias para todos os gostos, umas farão rir, outras poderão mesmo deixar perplexos os leitores mais adeptos de género erótico, e podemos mesmo sentir-nos chocados, não com o tom ou linguagem utilizados pela autora, mas com algumas situações em que é visível que a perversidade vai ao ponto de atingir o nível de crueldade, se considerarmos que decorreram no âmbito de relações de supremacia/tutoria [e.g. professor/aluno; mestre/aprendiz], sendo usada a manipulação psicológica para apenas atingir o próprio prazer, chegando mesmo a parte mais fraca destas relações abusivas a cometer suicídio.

   Convém, todavia, que não nos esqueçamos que os excessos são muitas vezes motivados por contextos culturais, de saúde mental perturbada, de consumo de álcool ou estupefacientes.

  Uma polémica, sem dúvida, mas muitíssimo bem escrita, de forma desassombrada e isenta, sem falsos pudores, e sustentada em investigação e pesquisa levadas a efeito pela autora.

   Um livro ousado, surpreendente, mas que indubitavelmente constitui um documento de inestimável valor para estudiosos de ciências como: a história, psicologia, psiquiatria, sociologia, antropologia ou filosofia.

   Uma leitura que recomendamos sem reservas, sendo mais uma excelente escolha da Editorial Presença.





   


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