Crónicas de uma Leitora: Dias de Paixão, de Sarah Pekkanen [Opinião]

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Dias de Paixão, de Sarah Pekkanen [Opinião]

 

Sinopse:
Até onde nos pode levar a paixão?
Quatro mulheres juntam-se com os seus maridos para uma semana paradisíaca na Jamaica, em pleno mar das Caraíbas. O motivo da reunião é o aniversário de Dwight, um amigo dos tempos da faculdade, que de rapazinho tímido e inseguro se transformou num empresário rico e bem-sucedido.
Todas elas anseiam fugir temporariamente às suas vidas. Tina sente o peso e o cansaço de ser mãe de quatro crianças pequenas. Allie está abalada pela notícia de que uma doença genética degenerativa é comum na sua família. Savannah carrega o segredo da infidelidade do marido. Finalmente, Pauline, a mulher que não olha a despesas para organizar ao seu marido rico aquela festa inesquecível, esconde segredos de Dwight, e espera, com esta semana, reparar as falhas no casamento de ambos.
O que começa por ser uma semana idílica, com lânguidas horas passadas numa praia privada, jantares gourmet, aventuras radicais e noites de paixão, transforma-se em algo mais profundo com a chegada de uma poderosa tempestade que acaba por atingir a ilha. Redemoinhos tumultuosos atingem este grupo, forçando cada uma das mulheres a reavaliar tudo o que sabe sobre os seus amigos, e sobre si própria, sobre o amor e sobre a paixão.

Não costumo ler muitos romances contemporâneos talvez por haver outros estilos que me atraiam mais e este género fica sempre para o fim da lista junto com policiais e thrillers. Assim comecei esta leitura com mente aberta e à espera de encontrar algo leve com que me divertisse umas horas. Contudo não é bem assim, este livro retrata a relação de quatro casais que se conhecem há vários anos e aos poucos vamos desvendando os seus segredos mais intimos e perceber que as aparências iludem e mesmo os nossos melhores amigos não sabem todos os nossos segredos.
A narrativa vai alternando pelos diferentes personagens nunca se focando em nenhum em particular mostrando que ali todos são igualmente importantes. 

A história começa com o convite de Pauline a esposa de Dwight a convidar os amigos de faculdade do marido para comemorar o aniversário deste numa villa de luxo na Jamaica com oferta aos convidados de todas as despesas e muitos programas e divertimentos incluidos.

Conseguimos perceber ao longo da obra que as personagens decidiram esquecer o seu dia-a-dia e voltaram aos tempos de faculdade onde a ordem do dia é o alcool e o divertimento, muito desse para esquecerem os seus problemas.

Savannah foi a unica que viajou sozinha por ter sido trocada por outra mulher, deste modo decide que deve fingir que não está magoada e que a diversão é o melhor remédio. Allie que era uma das personagens mais promissoras teve atitudes degradantes e pouco dignas por ter dúvidas relacionadas com uma possível doença genética. Pauline conseguiu redimir-se no final mas durante toda a narrativa só consegue ser demonstrar uma personalidade fútil e interesseira. Tina foi realmente uma surpresa, uma mulher cansada das suas obrigações diárias, mãe, esposa, mulher e houve uma página em especial que me tocou no coração onde ela diz que está cansada da sua vida, que já acorda a contar quantas horas faltam para dormir de novo pois passa o dia a correr atrás dos quatro filhos e isso foi algo com que me identifiquei imenso e foi a passagem do livro que mais me marcou.

Em relação aos homens não parece que tenham mudado em particular todos eles se mostram iguais a eles mesmos, apaixonados pelas suas esposas e prontos para a diversão e por aqui não há demasiadas surpresas.

A escrita é muito simples e fluida, os temas bastante actuais e bem escritos, a autora conseguiu escrever uma excelente história pontuada com episódios marcantes, uma leitura leve e agradável tendo como pano de fundo uma ilha paradisíaca. Esta é mais uma obra de excelente qualidade como vem sendo habitual na TopSeller mas devo confessar que apesar de adorar a capa esta em nada se adequa ao seu conteúdo o que é uma pena pois pode levar a conclusões precipitadas sobre a história.

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