Resultado do passatempo "O Abrigo da Esperança" e Desabafo
By Vera Carregueira - 14:26
Depois de verificar as entradas e realizar o sorteio aqui fica o resultado do passatempo"O Abrigo da Esperança" de Debbie Macomber que teve 123 entradas válidas e a vencedora foi:
Liliana (..) Martins da Maia
Aproveito para dizer às duas participantes que disseram que não seguem o blog uma delas tendo referido que não há nada nas regras que obrigue a tal que está implicito a obrigatoriedade de seguir o blog a partir do momento que coloco como obrigatório o nome de seguidor do blog mas agradeço por terem indicado essa falha nas regras que começarão a ser mais rigidas, é uma pena que não tenham respeito por quem se esforça para vos trazer bons passatempos desdenhando o trabalho, dedicação e entrega ao blog. Esquecem-se que passamos várias horas do dia a trazer aos leitores o que de melhor conseguimos oferecer sem qualquer remuneração implicada.
Sinopse:
Lydia Hoffman tem uma pequena retrosaria. A loja representa uma promessa de libertação para uma nova vida, uma vida livre de cancro. Lydia ensina a tricotar e a primeira aula tem como tema "como aprender a tricotar uma mantinha de bebé". A aula tem 3 alunas. Jacqueline quer tricotar algo para o seu neto como forma de reconciliação com a nora desavinda. Carol acalenta a esperança de que a manta de bebé que está tão empenhada em fazer seja o prenúncio de uma gravidez há muito desejada e, até agora, não consumada. A última aluna, Alix pretende doar a mantinha para um projecto comunitário. São quatro mulheres, tão diferentes entre si que se reúnem para tricotar, um hábito tão antigo como, aparentemente inocente, mas que as leva a descobrir muitos factos inesperados. Descobertas que forjam uma amizade e mais qualquer coisa. Quem diria que o acto de tricotar mantas de bebé poderia mudar as suas vidas?Opinião de Cláudia Lé:
Já havia ficado rendida à autora com o livro A Estalagem de Rose Harbor, no entanto após a leitura de A Pequena Loja em Blossom Street a minha carteira agradeceu o facto de não me sentir muito à vontade em ler em inglês, caso contrário já teria mandado vir todos os livros que compõe pelo menos estas duas séries. Perante o exposto, é relativamente fácil perceber que ADOREI o livro. Mais uma vez a escrita é a grande facilitadora para a sua leitura compulsiva.O livro encontra-se dividido pelas quatro protagonistas: Lydia a dona da retrosaria que, após vencer a doença de cancro por duas vezes, decide dar um novo rumo à sua vida, Jacqueline a «aristocrata» do grupo, desentendida com o filho devidamente a um casamento do qual, pouco ou nada teve a dizer, Carol, tão facilmente identificada por uma prima/amiga/conhecida nossa que tenta, ano após ano, engravidar e Alix a jovem à primeira vista «delinquente» que no decorrer do livro nos comove com sua infância, seus medos e receios, suas tentativas em crescer como pessoa, sem no entanto perder a sua verdadeira essência.
Devido a cada capítulo ser dedicado a uma das personagens, acabamos por ficar sempre em constante suspense aquando o seu fim e início de posterior capítulo dedicado a outra protagonista. Gosto especialmente deste tipo de caracterização da narrativa pois acabamos por nos envolver mais com as diversas personagens, partilhando suas alegrias/angústias. A escrita de Debbie Macomber, mais uma vez é extremamente fluida, iniciei o livro a um sábado à tarde e no domingo já o havia lido com um constante sorriso na boca, bem como uma lágrima no canto do olho perante os destinos destas quatro maravilhosas personagens.
Outro fator que me fez gostar realmente do livro é o tema do tricot, desde Dezembro que iniciei-me nas lides do tricot e do crochet, embora eu prefira o crochet e, tal como as protagonistas, já fiz e encontro-me a fazer uma manta de bebé. O que Lydia afirma acerca do tricot ser terapêutico é pura verdade, após as primeiras tentativas mais ou menos frustradas em fazer algo bem feito, acabamos por encontrar uma paz semelhante à que encontramos quando nos envolvemos de corpo e alma num bom livro.
Recomendo vivamente a leitura do presente livro, Debbie Macomber é uma das autoras que irá constar sempre na minha lista de preferências. Faço ainda o apelo às duas editoras que editaram os dois livros da autora: «por favor, continuem a editar os seus livros de forma a aquecer a alma de quem os lê»!
Para mais informações sobre o livro A Estalagem de Rose Harbor, clique aqui
Sinopse
Depois da morte do marido no Afeganistão, Jo Marie Rose procura refúgio em Cedar Cove, uma pequena cidade acolhedora à beira-mar. Decide comprar uma estalagem com uma vista encantadora e repousante e aí iniciar uma nova vida, repleta de paz. Mas esta nova vida reserva-lhe mais surpresas e agitação do que esperava, com a chegada dos seus primeiros hóspedes, Joshua Weaver e Abby Kincaid. Ambos oriundos de Cedar Cove, mas afastados há muitos anos por diferentes motivos, vão encontrar na Estalagem de Rose Harbor um porto seguro, onde conseguirão enfrentar o passado, sarar as feridas e reconciliar-se com os próprios medos, revoltas e desilusões.Opinião de Cláudia Lé:
Este é o tipo de livro ao qual, facilmente dispensamos um marcador, e porquê? Simplesmente não o conseguimos fechar de tão bonitas e envolventes são as estórias que o compõem. Ler este livro deixa-nos as bochechas doridas, porquê? De tanto sorrirmos com ele, aquece-nos a alma, reconforta-nos como uma bela caneca de chocolate quente num dia de Inverno muito chuvoso. Provoca-nos comichão no nariz e arde-nos a garganta ao mesmo tempo que uma ou duas lágrimas teimosas, espreitam sob os nossos olhos! Para ficarem com uma ideia, iniciei a sua leitura às 22.00h e terminei às 01.29h, não o consegui fechar, não consegui sequer pensar em colocá-lo na mesa de cabeceira para terminar de ler hoje, precisava numa urgência cega, saber o que se íria passar com Jo Marie, com Joshua e Abby, precisava de compreender os seus lutos e descobrir, se iniciariam finalmente o processo de cicatrização.Para quem tenha dúvida em ler o livro faça o que eu costumo fazer, leia o 1º capítulo. A escrita da autora, mais uma vez repito-me, é fluída, mas fluída na verdadeira aceção da palavra, de tal forma que a dada altura sentimos-nos transportados para Cedar Cove, a viver naquela estalagem maravilhosa, a conviver com os seus habitantes. Os personagens estão muito bem estruturados, por vezes ficamos com a nítida sensação que os conhecemos ou que simplesmente, gostaríamos de os conhecer.
Relativamente à estória, o livro fala de Jo Marie Rose que, de luto pela perda recente do marido, compra num impuldo uma estalagem. Os primeiros hóspedes são Joshua que, apesar de ter vivido até à adolescência em Cedar Cove, tem alguma reluntância em lá voltar para tratar dos cuidados paliativos de seu padrasto, com quem sempre teve uma relação muito conflituosa. Por outro lado deparamos nos com Abby, também ela antiga residente de Cedar Cove. Esta personagem ainda tem uma maior relutância em regressar à localidade devido a um acidente que havia, de alguma forma condicionado, num passado há muito distante. Não me quero exceder pois não gosto de encontrar spoilers nas opiniões de livros mas realmente estas três personagens são, cada um à sua maneira, peças chave para o desenrolar do livro. Temos ainda Mac, um género de «faz-tudo» com quem vai estabelecer uma relação de «cão e gato» com Rose... espero em ânsias pela volume 2 e saber o que se irá passar entre estes dois.
Fiquei muitíssimo contente por saber que o livro tem seguimento, esta madrugada só não liguei o portátil para ter esta certeza porque este se encontrava no quarto e o marido encontrava-se a dormir. Debbie Macomber será uma autora a seguir, em termos de comparação acho-a entre Dorothy Koomson e Jill Mansell, faz-nos chegar às lágrimas tanto ao nível da tristeza como da alegria.
Recomendo a sua leitura, enrolada num sofá, com uma bela tablete de chocolate para os momentos em que as lágrimas tendem em aparecer!











