Crónicas de uma Leitora: "Enquanto houver estrelas no céu" de Kristin Harmel (Opinião)

sexta-feira, 13 de junho de 2014

"Enquanto houver estrelas no céu" de Kristin Harmel (Opinião)

SINOPSE 
Desde sempre, Rose, ao entardecer, olhava o céu em busca da estrela da tarde. Era aquela estrela, agora que a sua memória a estava a abandonar, que lhe permitia recordar-se de quem era e de onde vinha; que a transportava para os seus dezassete anos, para uma confeitaria nas margens do Sena. Ninguém conhecia a sua história, nem sequer a sua neta, Hope. Num dos seus raros momentos de lucidez sente que é importante falar-lhe de um passado longínquo, que manteve em segredo durante setenta anos e que em breve ficará perdido para sempre. 


Munida de uma lista de nomes e de fragmentos de uma vida, Hope parte para Paris em busca de respostas. 


Para Hope esta será também uma viagem de descoberta: de tradições religiosas há muito diluídas, de histórias vividas numa Paris ocupada onde o amor sobrevive e, sobretudo, da sua capacidade de recomeçar e acreditar em si mesma. 


Este livro não se lê, devora-se. E quase que me atrevia a dizer que literalmente. As descrições dos bolos da confeitaria, as próprias das receitas que nos são dadas no fim de cada capítulo.... hmmm..... que delicia!
Mas comecemos pelo principio.
Hope, divorciada e mãe de uma adolescente e a gerir uma confeitaria que já vem de sua avó, vê-se de um momento para o outro, envolvida numa viagem ao passado pelo qual ela não esperava. Quando Rose, que sofre de Alzheimer lhe pede para viajar até Paris em busca da sua familia ela fica inicialmente céptica, pois a avó nunca lhe contou que tinha familia em frança. No entanto nada nem ninguém a preparou para a história que ela vai encontrar ao viajar no tempo até ao inicio da segunda grande guerra.
Uma viagem entre o presente e o passado. Os desencontros de familares e amigos aquando da segunda grande guerra. As recordações do Holocausto, as memórias de uma doente com Alzheimer. Um segredo que tem deixar de o ser. Um sentimento de culpa com 70 anos e um amor que não se esquece.
Um livro que mexeu com as minhas emoções com uma facilidade incrível. emoções que me levaram da ternura ás lágrimas. Do terror à revolta, e novamente a um sentimento de ternura enorme.

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