Crónicas de uma Leitora: "A Caça" de James Patterson (Opinião)

domingo, 5 de janeiro de 2014

"A Caça" de James Patterson (Opinião)


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Sinopse:

Uma cidade mergulhada no caos. Um assassino de uma crueldade assombrosa. Só um homem será capaz de o travar.
O detetive Alex Cross é chamado ao local do pior crime a que alguma vez assistiu. Uma família inteira foi assassinada de forma brutal e impiedosa, e uma das vítimas era uma antiga paixão sua.
O mesmo tipo de crimes sucede-se, mantendo um padrão semelhante: a morte de famílias inteiras, cujos corpos são depois objeto de uma crueldade violenta. Alex Cross e a sua namorada atual, Brianna Stone, mergulham neste caso e enredam-se na teia do mortífero submundo de Washington DC. Aquilo que descobrem é tão chocante que mal conseguem compreendê-lo: os assassinos pertencem a um gangue altamente organizado, encabeçado por um diabólico senhor da guerra conhecido como Tigre. Quando o rasto deste temível assassino desemboca em África, Alex sabe que tem de segui-lo. Desprotegido e só, Alex é torturado e perseguido pelo gangue do Tigre.
Conseguirá Alex caçar o seu inimigo, ou será ele próprio a caça?




Devo começar por alertar que sou fã de James Patterson, para mim foi o autor descoberta de 2013 e até agora não li um livro dele que não o tenha devorado do principio ao fim.

"A Caça" é uma história incrível que apesar de se iniciar nos E.U.A.,  nos remete para a Nigéria, Sudão e Serra Leoa,  para os diamantes de sangue e ouro negro (petróleo), é uma história envolvente onde a acção e perseguição são constantes, revelando pequenas histórias de amor pelo próximo, envolve guerra, as suas consequências e tenta alertar para o que os interesses monetários de algumas pessoas e nações podem trazer a populações.

Ao ler este livro, lembrei-me de muitas reportagens vistas nos nossos telejornais  que há uns anos (entre 5 a 10)  falavam dos campos de refugiados de Darfur, do conflito no Sudão  e confesso que ajudou a compreender melhor a realidade histórica por detrás do livro. 

Mais uma vez James Patterson criou uma rede de personagens misteriosas, interessantes, cujo passado traz luz á história. Adanne a bela jornalista nigeriana que vai ajudar Alex Cross em África,  ficará para sempre marcada em mim, pela sua história pessoal, pela sua história familiar, pela sua força e coragem. O facto deste assassino ter como "braço-direito" crianças soldado e ter construído uma personagem tão maléfica e completa, também não será facilmente deixado para trás.
A capa do livro chama a atenção em qualquer livraria pelas suas cores quentes, remetendo-nos para África, onde maior parte da acção é pasada. Os capitulos pequenos não conseguem minimizar o horror  vivido pelas personagens, os cenários de crime que este assassino leva para os E.U.A. que são uma pequena amostra dos acontecimentos gerais na Nigéria, Serra Leoa e Sudão, onde o cenário de insegurança, terror e guerra se espalham em nome dos interesses pessoais, fizeram-me devorar o livro.

Para mim este foi o melhor livro de James Patterson que li, o melhor livro policial que li em 2013 e um dos melhores de sempre, pelo que não posso deixar de recomendar a sua leitura.


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