Crónicas de uma Leitora: Nunca Perdoar, Nunca Esquecer | Chelsea Cain | Opinião

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Nunca Perdoar, Nunca Esquecer | Chelsea Cain | Opinião

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Sinopse

Kick Lanning, 21 anos, é uma sobrevivente. Raptada aos seis anos, a família, a polícia, bem como a comunidade, assumiram que o pior tinha acontecido. Mas é encontrada viva seis anos depois. Submetida a toda uma série de terapias para a ajudar a superar o trauma, é só quando canaliza as suas forças e raiva para a luta que Lannigan se sente melhor. Aos 13 anos, começa a aprender todo o tipo de artes marciais e técnicas de luta, jurando que nunca mais voltará a ser vítima. Quando duas crianças desaparecem na área de Portland, Kick é abordada por um enigmático homem de nome Bishop que a convence de que a sua experiência e habilidades podem ajudar a salvar as vítimas. Mal sabe ela que o caso irá desvendar o seu próprio passado aterrorizador...



Chelsea Cain consegue, através deste livro, experenciar o pior pesadelo de qualquer pai,o desaparecimento/rapto de uma criança.

Este pressuposto implica um thriller psicológico e policial a cada página, sendo a personagem principal Kick Lannigan, uma jovem com problemas pessoais provenientes da sua própria experiência de rapto. 

Na minha opinião, a autora apresenta alguns dos problemas de re-adaptação de quem experenciou de uma situação traumática como o rapto, as suas consequências, pessoais, familiares e inter-pessoais que advém desta e outras situações extremas. 

Estando muito bem caracterizadas e estruturadas todas personagens, a melhor é sem dúvida a personagem principal, sendo que ao longo da leitura vamos compreendendo e conhecendo melhor os medos e mecanismos de defesas de Kick.

A ideia de aproveitar alguém que, por experiência, vivência e intuição, poderá compreender melhor os mecanismos de adupção e rapto, juntamente com Bishop, alguém com um passado obscuro mas que demonstra ter experiência, conhecimentos, poder e dinheiro para fazer uma investigação não oficial, é simplesmente genial.

Os esquemas apresentados, de famílias sombras, pedofilia, tráfico de ser humanos em especial crianças, são temáticas apresentadas e exploradas neste livro, e apesar das noticias que vão surgindo de situações semelhantes, ao vivenciar através da leitura as mesmas, causa uma maior descrença na Humanidade do século XXI.

Para não haver spoillers do livro, o ideal mesmo é agarrarem num exemplar do mesmo, sendo que simultâneamente experenciam uma boa leitura policial num ritmo cada vez mais desesperado, até porque com a consequente investigação do rapto de Mia, Kick vai recordando o seu passado, mas também como conhecimento de como alguns grupos e organizações actuam de forma a tirarem o melhor proveito do pior da Humanidade. 

Espero que a Editora Saída de Emergência continue a apostar na publicação de outros títulos da autora, da mesma serie ou de outras.

Não recomendo a leitura a pessoas demasiado sensíveis, mas recomendo a todos os que gostam de um bom policial.

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