Crónicas de uma Leitora: Ready Player One, Jogador 1 | Ernest Cline | Editorial Presença | Opinião

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Ready Player One, Jogador 1 | Ernest Cline | Editorial Presença | Opinião



EM 3, 2, 1… O JOGO VAI COMEÇAR!

Bestseller do New York Times
Traduzido em 22 países

Em 2044 o mundo tornou-se um lugar triste, devastado por conflitos, escassez de recursos, fome, pobreza e doenças. Wade Watts só se sente feliz na realidade virtual conhecida como OASIS, onde pode viver, jogar e apaixonar-se sem constrangimentos. Quando o criador do OASIS morre, deixa a sua imensa fortuna e o controlo da realidade virtual a quem conseguir resolver os enigmas que aí escondeu. Os utilizadores têm apenas como pistas a cultura pop dos anos 1980. Começa assim uma frenética e perigosa caça ao tesouro. Nos primeiros anos, milhares de jogadores tentam solucionar o enigma inicial sem sucesso. Até que Wade por acaso desvenda a primeira chave. De um momento para o outro, vê-se numa corrida desesperada para vencer o prémio, uma corrida que rapidamente continua no mundo real e que põe em risco a sua vida.

Ernest Cline é argumentista, conhecido pelo filme de culto Loucos e Fãs, escritor e geek a tempo inteiro. Vive no Texas com a mulher, a filha e uma vasta coleção de clássicos dos videojogos. Ready Player One, Jogador 1, é o seu primeiro livro. Os direitos foram adquiridos por mais de 20 países e será adaptado ao cinema pela Warner Brothers com Steven Spielberg como realizador.

GÉNERO: Ficção e Literatura / Ficção Científica.
PÚBLICO-ALVO: Público jovem adulto. Leitores do género fantástico e ficção científica.
CITAÇÕES: 
«Uma leitura cativante. Uma estreia de grande sucesso.» Daily Mail

«Imperdível para os nostálgicos das últimas décadas do século XX, e uma leitura excelente para todos aqueles que gostam de um bom livro.» Wired.com

«O Harry Potter dos mais crescidos. O mistério e a fantasia entrelaçam-se de forma soberba, e os pormenores que dão vida ao mundo de Ernest Cline são fascinantes.» Huffington Post




Este foi um daqueles livros que me trouxe imensos sentimentos e alguns bastante contraditórios. A primeira coisa que notei foi a semelhança em alguns aspectos de um dos mais interessantes animes que vi este ano, Sword Art Online (ou pelo menos a primeira metade da primeira temporada), que tem um conceito muito parecido com Ready Player One. Existe em ambos uma realidade virtual em que os utilizadores criam avatares que podem ser ou não à sua semelhança e usa-se uma viseira para se ter acesso a esse mundo.  Outra semelhança é um objectivo final, no caso de SAO as pessoas ficaram presas dentro do jogo até conseguirem concluí-lo e em RPO existe uma caçada para se herdar a fortuna de um dos criadores do OASIS. A maior diferença será claro o facto de no OASIS ter de se perceber todas as referências aos anos 80 até à exaustão.

Esta foi uma das razões porque demorei uma semana a ler o livro, eu nasci em 1980 logo foi a época da minha infância (parte da qual não me lembro por motivos óbvio lol) e não da minha adolescência pelo que não entendi algumas referências mesmo que para algumas pessoas sejam óbvias. Porém o facto de ter de pesquisar certas referências em nada retira o prazer da leitura ou faz deste livro menos genial do que é.

Estamos perante uma história alucinante e vamos acompanhando o percurso do jovem Wade (ou Perzival o nome do seu avatar), um adolescente com graves problemas familiares e económicos mas bastante inteligente que consegue perseguir os seus objectivos e alcançar feitos únicos apesar dos seus parcos recursos. Os seus companheiros de jornada mostram-se extremamente peculiares mas a partir de dada altura apercebemo-nos dos perigos reais que os jovens terão de enfrentar.

Este livro é muito visual pelo que julgo que a adaptação cinematográfica será estrondosa, aliás na minha opinião o filme provavelmente resultará melhor ainda pelo facto de não ter de se explicar referências que são imensas, senão vejamos temos inúmeras referências a jogos, filmes, séries, músicas que foram icónicas naquela década e cuja espectacularidade atravessou gerações.

Um livro que fará as delicias dos amantes de Ficção Científica e mais ainda dos anos 80 apesar do seu ritmo inconstante, por vezes é bastante rápido e outras torna-se demasiado lento os acontecimentos levam-nos a ler pela madrugada fora para perceber até onde conseguirão chegar e quanto irão conquistar. Ernest Cline cativa-nos desde as primeiras páginas com um enredo que tem tanto de louco como de viciante.




Exemplar gentilmente cedido para opinião honesta

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