Crónicas de uma Leitora: Corações na Escuridão | Laura Kaye | O Castor de Papel | Opinião

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Corações na Escuridão | Laura Kaye | O Castor de Papel | Opinião



Dois estranhos...
Makenna James acha que o seu dia não pode ficar pior até que no edifício do seu escritório corre para apanhar o elevador. Enquanto se distrai para atender uma chamada o elevador pára e fica às escuras. Makenna encontra-se assim na companhia de um estranho do qual apenas vislumbrou a tatuagem de um dragão numa das suas mãos antes das luzes se apagarem.

Quatro horas...
Caden Grayson diverte-se com esta linda ruiva tão atrapalhada com a sua mala e o telemóvel. Mas logo a diversão acaba quando o elevador se imobiliza e ele, apesar dos seus piercings, tatuagens e cicatrizes, entra em pânico. Agora está preso dentro do seu pior pesadelo… durante quatro horas. Somente abrindo-se com Makenna é que Caden poderá vencer os seus demónios, da mesma foram que Makenna consegue ultrapassar o seu terror do desconhecido. Aos poucos e apesar da escuridão, ambos acabam por descobrir o muito que têm em comum. Na escuridão a atração e o desejo crescem e os dois não resistem a envolver-se com paixão. Mas, perguntam-se, irão sentir o mesmo quando as luzes voltarem? E quando forem salvos do elevador que os aprisiona o que farão?

 A primeira coisa que salta à vista neste livro (além da capa extremamente sexy) é que além de fino tem margens enormes e letra grande, são pouco mais de 150 páginas de história que se lêem num par de horas. Estamos perante uma novella ou seja algo entre um conto e um livro de tamanho "normal" e há que admitir que é preciso habilidade e jogo de cintura para em tão poucas páginas (112 no original) construir uma história que seja minimamente credível.

A história é bastante simples, Makenna entra num elevador onde se encontra Caden os dois mal olham um para o outro e de repente o elevador para e fica às escuras, os dois ficam 4 horas presos lá dentro até serem resgatados. A premissa é boa e a autora não desilude. Até que ponto baseamos a nossa opinião sobre os outros na imagem que eles projectam? Quanto é que somos influenciados pelos estereótipos? É possível sentirmo-nos atraídos por alguém que não sabemos como é? Gostei principalmente de Caden, é um homem atormentado pelo passado que usa os piercings e as tatuagens como uma forma de se camuflar e proteger do mundo exterior porém mostra grande sensibilidade e  fragilidade. Makenna acaba por ser uma personagem menos desenvolvida mas gostei imenso dela e da forma como sem preconceitos se aproxima do homem que está do outro lado do elevador.

A cena preferida? Quando a luz volta! Quem ler irá perceber o que quero dizer.

Laura Kaye não desilude tem uma escrita simples e mostra-nos como em poucas páginas e com uma narrativa que abrange apenas algumas horas é possível desenvolver um elo forte com outra pessoa. O ritmo é muito rápido mas a autora dá-nos detalhes suficientes das personalidades dos protagonistas para nos envolver na história.


Não há muito mais a dizer, o livro é realmente muito pequeno mas vale muito a pena. Adorei!





Exemplar gentilmente cedido para opinião

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