Crónicas de uma Leitora: Príncipe Lestat | Anne Rice | Clube do Autor | Opinião

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Príncipe Lestat | Anne Rice | Clube do Autor | Opinião

A autora do clássico Entrevista com o vampiro volta ao universo que a consagrou. Príncipe Lestat traz de volta o mundo belo e assustador das Crônicas Vampirescas e personagens que se tornaram eternos na imaginação e no coração dos leitores, entre eles Louis de Pointe du Lac e o eternamente jovem Armand, além de novas e sedutoras criaturas sobrenaturais. Pairando sobre todos, o desaparecido herói-andarilho, o perigoso e rebelde fora da lei – a esperança dos Mortos-Vivos – Príncipe Lestat. Neste romance inédito, ansiosamente aguardado por milhares de fãs da autora, o mundo dos vampiros está em crise; por todo o globo, eles têm sido queimados, e grandes massacres ocorrem, ordenados por uma voz misteriosa. Cabe a Lestat e seu séquito de bebedores de sangue desvendar os segredos sobre o que essa voz quer, e por quê, nesta trama ambiciosa, devastadora e luxuriante.
 
Anne Rice foi sempre uma das minhas autoras preferidas, até me fez ler os livros sobre anjos mais ligados ao cristianismo, adoro a mulher!! Mas admito que me afastei um pouco dela porque realmente os livros do cristianismo não eram muito o meu género, por isso... sim fiquei super contente quando soube que ia sair mais um livrinho do meu adorado Lestat.  Mas depois pensei "Pera lá mas no ultimo aconteceu isto e aquilo, o que poderá acontecer mais?" Bem ...

Vários vampiros receberam misteriosamente mensagens telepáticas de uma voz ainda mais misteriosa, que os foca numa só coisa. Matar!! Matar sem piedade todos os outros vampiros, obviamente que ela consegue atacar os mais novatos primeiro, por serem um alvo fácil.

Devido ao numero elevado de mortos, Benji pede aos mais velhos que actuem e que façam alguma coisa e rapidamente porque o assunto não pode ser ignorado. Então temos os Elders que são extremamente poderosos, que infelizmente perdem um membro para a voz, aí começam a temer realmente a voz.

É então pedido a Lestar que os ajude e felizmente ele consegue com facilidade deixando-me a pensar quem seria mesmo o mais poderoso. Ganhando assim ainda mais respeito no mundo vampírico. Mas mesmo assim é preciso descobrir de onde vem a dita voz o que pretende alcançar.

Então Lestat viaja pelo mundo para ouvir vários vampiros, de várias gerações, e saber o que eles sentem e como estão a lidar com os efeitos da voz. E por isso mesmo voltamos a encontrar personagens anteriores, que adorei mesmo rever, e novas personagens que acordaram e com milhares de anos, que nos vão falando mais do seu passado, mas também do presente e como estão a lidar com esta nova ameaça.

Temos também um pequena novidade na história de Lestat no que toca ao seu passado, e que felizmente esteve bem ligada ás cronicas anteriores.

Agora, eu gostei da história em si, tinha tudo para ser excelente, mas falta muita coisa essencial de Anne Rice. Falta o espírito de horror e trevas e sedução, okay tem alguma sedução, mas parecem que ficaram todos simpáticos com o tempo. Só a voz é que quer matança? Não há aquela sede pelo sangue, a guerra, o poder e aquele desejo vampiro de querer morder e ter sangue e isso. Por outro lado parece que acordara todos para contar histórias e namorar porque o que a maior parte dos vampiros deseja é proteger quem amam ou encontrar um novo namorado/a e protege-lo. Afastando aquela ideia que Anne sempre teve de que o vampiro representava o lado maléfico de cada um.

Algo que estranhei e não poderia deixar de não referir é que não sei porquê é que a Mona Mayfair e o Tarquin de Blackwood não estão presentes neste livro, tendo em conta a quantidade de personagens que estão, até porque seriam de facto uma mais valia para Lestat, Principalmente Mona e o Quinn claro, por serem o que são.

Quanto a Lestat senti falta do humor dele e da sua verdadeira personalidade que esteve sempre presente nos anteriores, tornando-se tremendamente chato, algo que nunca foi.

Transformando-se assim mais um romance vampirico como qualquer outro, com vampiros modernistas em estado Zen, o que é perturbador, e poderia ter sido um bom livro caso não fosse ligado as cronicas vampricas, isto na minha humilde opinião.
A sensação que tive foi que Anne Rice quis voltar aos seus vampiros mas de facto não conseguiu. E foi realmente uma pena.

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