Crónicas de uma Leitora: Os Pecados do Pai | Jeffrey Archer | Bertrand | Opinião

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Os Pecados do Pai | Jeffrey Archer | Bertrand | Opinião


A Grã-Bretanha está na iminência de declarar guerra à Alemanha. Harry Clifton, na esperança de fugir às consequências de um escândalo familiar e percebendo que nunca poderá casar com Emma Barrington, alista-se na marinha mercante. Quando um submarino alemão afunda o seu navio, Harry e um punhado de marinheiros, entre eles um americano chamado Tom Bradshaw, são salvos pelo Kansas Star. Nessa noite, quando Bradshaw morre, Harry aproveita a oportunidade para enterrar o seu passado e assume a identidade do morto.

Nova Iorque, 1939. Tom Bradshaw é preso por homicídio qualificado. É acusado de matar o irmão. Quando Sefton Jelks, um advogado de renome de Manhattan, lhe oferece os seus serviços a troco de nada, não resta grande alternativa a Tom, que não tem dinheiro a não ser aceitar a sua garantia de uma sentença mais ligeira. Depois de julgado e condenado, Jelks desaparece e a única maneira que Tom tem de provar a sua inocência é revelando a sua verdadeira identidade, algo que ele jurou nunca fazer de forma a proteger a mulher que ama.

Entretanto, a jovem em questão viaja até Nova Iorque, deixando para trás, em Inglaterra, o filho de ambos. Recusa-se a acreditar que o homem com quem ia casar tenha morrido no mar e está decidida a fazer o que for preciso para o encontrar. A única prova que tem é uma carta, que ficou por abrir numa cornija de lareira em Bristol durante mais de um ano.
Jeffrey Archer dá seguimento à saga dos Clifton com este romance épico.




Depois de ler o primeiro livro sobre a vida de Harry Clifton, sabia que tinha de pegar imediatamente no seguinte, ou não nos tivesse Jeffrey Archer deixado à beira do precipício, na iminência do que iria acontecer. 

Este segundo livro da série foi lido de forma desenfreada, não queria parar, e a escrita simplista do autor ajuda a que assim seja. 

aqui tinha comentado que a escrita e a história pouco têm de complexo, mas neste caso resulta bem, porque o autor tem uma coisa fantástica que é a sua capacidade fenomenal para contar histórias! 

 Envolve-nos, prende-nos e desperta em nós uma curiosidade de querer saber o que vem a seguir que é algo que não podemos evitar. Algo de que gosto particularmente é o facto de alternar a perspetiva da narrativa a partir do ponto de vista de diferentes personagens, de modo a termos uma visão mais ampla do que se vai passando consoante os diferentes contextos em que o enredo se vai desenrolando.

Neste segundo livro da série podemos saber mais sobre as personagens que conhecemos anteriormente, descobrir e perceber mais sobre o seu passado e acompanhá-los num presente que se prolonga a futuro. Gostei particularmente de saber mais sobre Maisie, personagem que já tinha adorado no primeiro volume e que fiquei a gostar ainda mais. Tem uma força que são um exemplo, uma garra e um empenho contagiantes. E o que faz pelo filho... é indescritível! Uma verdadeira guerreira!

Temos ainda de lidar com a perda de alguns personagens, uns mais queridos do que outros, mas presenciamos também o poder do amor, da amizade e da família, tudo isto tendo como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial.  E é aqui que quase tudo se passa e ficamos com o coração nas mãos quando o autor inicia um novo capítulo, focando-se num outro personagem, e nos deixa pendurados quanto ao destino do anterior, o qual só poderemos descobrir capítulos à frente, quando a ele retorna. E Jeffrey Archer é especialista em fazê-lo! A parte má nisso é quando sabemos que temos de dormir porque vamos acordar cedo, mas simplesmente não PODEMOS largar o livro porque TEMOS de saber o que vem a seguir. Não é fácil não ler o livro todo de uma vez, acreditem.

Como se não bastasse, este livro conseguiu acabar com um cliffhanger ainda maior do que o anterior!!!E já tenho o terceiro prontinho para ler no próximo mês quando acabar os exames e afins.

Esta é daquelas que recomendo vivamente a quem procura algo leve, gosta e de ficção histórica e procura ainda a sua pitada de mistério à mistura.

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