Crónicas de uma Leitora: As piores intenções | Elizabeth Hoyt | Opinião

quarta-feira, 11 de maio de 2016

As piores intenções | Elizabeth Hoyt | Opinião



1º livro da série Maiden Lane

Um jogo perigoso que nenhum pode recusar…

Famoso pelos seus desejos selvagem e sensuais, Lazarus Huntington, Lorde Caire, anda à procura de um assassino cruel em St. Giles, o bairro da lata mais famoso de Londres. A viúva Temperance Dews conhece St. Giles como a palma da mão - passou a maior parte da vida a cuidar dos seus habitantes no lar de órfãos que a sua família estabeleceu. Agora essa casa está em risco.

Caire faz uma oferta simples: em troca da ajuda de Temperance para navegar os becos perigosos de St. Giles, ele irá apresentá-la à alta sociedade de Londres para que ela possa encontrar um benfeitor para o lar. Mas Temperance pode não ser tão inocente como parece, e o que começa por ser um calculismo frio em breve se transforma numa paixão que nenhum deles pode controlar – e que pode muito bem destruir ambos.



Elizabeth Hoyt foi uma autora que me conquistou no primeiro livro que li e o quarteto publicado pela Quinta Essência foi para mim fenomenal. Tive algum receio que uma nova série não me cativasse tanto mas a verdade é que esse medo era infundado. Hoyt repete parte da receita que é já uma aposta ganha por isso claro que este novo livro foi uma espécie de regresso a casa, neste caso um doce regresso à autora.

Para começar mais uma vez a autora decidiu apostar num conto à parte no início de cada capítulo, à semelhança da série "A Lenda dos Quatro Soldados" que cada livro tem um conto que se reparte em cada capítulo também em Maiden Lane temos essa particularidade. Esta característica tão própria da autora é algo que me agrada bastante porque dá uma dinâmica diferente à narrativa, quebrando um pouco o ritmo e introduzindo uma pausa.

Outra particularidade de Hoyt é que ao contrário da esmagadora maioria das autoras de época publicadas em Portugal não retrata a era vitoriana mas a era georgiana com foco principal no início da era, ou seja meados do sec. XVIII. Os costumes desta época são completamente diferentes tanto a nível comportamental como a nível de moda e a autora retrata na perfeição a era georgiana.

Em relação à história em si é bastante boa, a construção das personagens é excelente, Lorde Caire é um homem muito estranho com peculiaridades muito próprias além de padecer de uma condição física curiosa. Em relação à sua sexualidade tem especificidades muito impróprias e recriminadas na época dando uma aura obscura à sua personalidade. Temperance é uma mulher lutadora, uma mártir quase mas que tem uma força muito própria. 

O desenrolar na narrativa vai desvendando os traumas e segredos mais íntimos dos protagonistas mas a autora vai dando-nos vislumbres de outras personagens que além de terem muita importância para o desenvolvimento da trama vão ter destaque nos livros seguintes.

Adorei o livro, adorei as personagens e claro que como não podia deixar de ser Elizabeth Hoyt não desilude. Quem conhece o trabalho anterior da autora vai adorar o primeiro livro da série Maiden Lane, quem não conhece é uma excelente oportunidade de conhecer.





Este exemplar foi gentilmente cedido pela Quinta Essência em troca de uma opinião honesta

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