Crónicas de uma Leitora: Cinema | A Febre do Mississipi | Opinião

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Cinema | A Febre do Mississipi | Opinião


Novo poster português para "A Febre do Mississipi" (Mississippi Grind)

Gerry (Ben Mendelsohn) é um talentoso jogador de póquer, cheio de problemas e prestes a ser consumido pelo seu hábito de jogar. Mas a sua sorte começa a mudar depois de conhecer o jovem e carismático Curtis (Ryan Reynolds).
Gerry convence o seu novo "amuleto da sorte" a fazer-se à estrada com ele até Nova Orleães, para participarem na maior aposta de sempre num jogo de poker.
Os altos e baixos que irão sofrer acabam por revelar o verdadeiro caráter e as motivações de cada um, mas ajudam também a criar uma forte cumplicidade entre ambos.


Uns meses depois de ter chegado às salas de cinema com um dos seus melhores papéis (Deadpool), Ryan Reynolds volta ao grande ecrã com um filme diferente e certamente virado para outro tipo de público, longe de ser um blockbuster como "Deadpool".

Estreia hoje nas salas portuguesas um filme de 2015 "A Febre de Mississipi". Embora nunca tivesse ouvido falar do mesmo, a sinopse o trailer prometiam um filme daqueles que até são bons, estão é ainda para serem descobertos. 

Aqui temos Gerry, um jogador compulsivo que se encontra numa maré de derrotas sem parar. Endividado e sozinho acredita que a sua vida muda quando conhece Curtis, que ao contrário dele, é jovem, safa-se no póquer mas sabe quando tem de parar. 

O filme ao contrário do que possa parecer não é sobre póquer até porque Gerry é viciado no jogo, mas seja que jogo ou que forma de jogar seja, desde corridas de cavalos a corridas de cães. Tudo serve para apostar e tentar ganhar dinheiro. É com esta ideia, de ganhar dinheiro, pagar as suas dívidas e resolver a sua vida que Gerry convenceu Curtis a acompanhá-lo numa viagem até ao Sul dos EUA, a fim de entrarem num grande torneio de póquer que acontece por lá. 

A viagem, cheia de peripécias e aventuras não irá só fazer nascer uma grande amizade entre os dois como efectivamente acabará por mudar a vida dos dois amigos. 

Crítica: A Febre do Mississipi

Embora com uma presença curta na trama a personagem de Simone (Sienna Miller) é importante para a história, especialmente para entendermos a evolução da personagem de Curtis ao longo da descida pelo Mississipi e é por isso que no parágrafo anterior afirmei que a viagem acaba por mudar a vida dos dois amigos, Curtis, outrora viajante de cidade em cidade, sem poiso fixo, acaba por perceber - também devido à história de Gerry - que um vida solitária ou com companhias esporádicas não é o que deseja. 

O filme é bom em fazer o espectador detestar Gerry, e pessoalmente o ponto mais baixo e que realmente não me fez gostar deste viciado no jogo foi a sua tentativa de roubo à ex-mulher, horas depois de te mentido ao companheiro dizendo que ia tentar reconquistar a ex-amada. Sem seguir os conselhos de Curtis e acreditando que a sorte eventualmente irá chegar, Gerry afunda-se mais na sua destruição.
O filme acaba por prender o espectador, não só para ver até quanto Gerry cai no fundo do poço ou se a sorte irá sorrir-lhe no final. 

O final acaba por ser o esperado e demasiado "hollywoodesco". Admito que esperava que Gerry admitisse o seu vício e procurasse ajuda mas o final deu a entender que até os maiores falhados têm realmente sorte na vida. Ainda assim o fim acaba por também dar por terminada todos os problemas de Gerry e acaba por ser um ponto de viragem numa nova vida.

Um filme com uma banda sonora mais virada para o Jazz e os Blues e sustentado por apenas dois actores que encarnam as suas personagens muito bem, Só fiquei com pena de não entender bem os motivos de Curtis nesta história toda, para além de ser um adicto da adrenalina da viagem e do jogo e de a Vanessa (Analeigh Tipton) não ser mais bem explorada. 

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