Crónicas de uma Leitora: O Filho Dourado | Pierce Brown | Opinião

quinta-feira, 3 de março de 2016

O Filho Dourado | Pierce Brown | Opinião

Nascido Vermelho, Darrow trabalhava nas minas de Marte, suportando a dureza do trabalho enquanto sonhava com um mundo mais justo, uma sociedade livre da intriga e dos jogos de poder.

Os Dourados, que escravizam e oprimem os restantes, só podem ser derrotados por uma rebelião das castas. Mas para que tal aconteça foi necessário que Darrow se tornasse num Dourado e, uma vez infiltrado, promovesse a revolta.

Neste tão esperado segundo volume da trilogia Alvorada Vermelha, Darrow, agora um Dourado, vê-se confrontado com novos desafios.
O seu sucesso atrai inimigos terríveis que usam a intriga e a política como arma. Porém, Darrow está determinado a defender o amor e a justiça, ideais seguidos por Eo, apesar de se saber rodeado por adversários sem escrúpulos que pretendem eliminá-lo.




O Filho Dourado é a continuação de Alvorada Vermelha e foi considerado o melhor livro de Ficção Científica de 2015 pelo Goodreads.

Para mais informações sobre este livro clique AQUI


Este livro pode ser definido com uma palavra, ou melhor com uma interjeição: UAU e isso seria quase suficiente para descrever esta leitura. Isso e que Pierce Brown ainda vai pagar uma consulta no cardiologista porque juro que fiquei com problemas cardíacos graves durante estes dias.

Há muito, ou deverei dizer que não me lembro de alguma vez ter lido, que não lia um livro assim, com um nível de intensidade para lá de Marte com uma ação pulsante, um ritmo frenético, intriga política do início ao fim e personagens absolutamente humanas, com boas e más ações.

Cada capítulo é uma montanha russa, tão depressa se está por cima como logo depois se está no chão. "Quem muito sobe, na lama acaba." e é assim o livro todo, passa-se de bestial a besta e vice versa com uma rapidez surpreendente. As personagens são tão complexas que os bons e os maus não estão completamente definidos, as crenças de cada um levam-nos a ações que apesar de condenáveis a alguns olhos é algo normal para outros. 

Estamos perante uma sociedade politicamente corrupta, com um abuso de poder enorme com a escravização e aterrorização das classes mais baixas. Estamos perante uma hierarquia por cores onde cada cor tem uma função específica com a base da pirâmide composta pelos escravos vermelhos havendo opressão dentro da opressão sendo que quanto mais alto se está no esquema piramidal mais terror inspira.

Vemos desde muito cedo o esquema de uma guerra a formar-se na mente de Darrow e os apoios e quezílias que arranja, guerras entre famílias, as alianças políticas e ainda temos espaço para entrever um pouco dos sentimentos que o protagonista tem por Virginia.

De início fiquei um pouco confusa uma vez que já faz um ano que li o primeiro livro e a acção inicia-se dois anos depois do final de Alvorada Vermelha, mas depressa entrei no ritmo que se foi tornando cada vez mais veloz.

Fiquei completamente viciada na leitura, apesar de ler distopias que pode ter ou não elementos de FC acho que nunca tinha lido nada assim, não vou desenvolver muito este tópico pois tenho alguma dificuldade na caracterização de géneros mas volto a repetir nunca li nada neste género.

Tudo isto para dizer que adorei cada capítulo, cada reviravolta, cada descoberta e mal posso esperar para ler o terceiro livro Morning Star que acaba de sair no original. Ah e o Sevro é meu personagem favorito pois apesar do mau feitio é extremamente leal e amigo.

Este livro é UAU!





Exemplar gentilmente cedido pela Editorial Presença em troca de uma opinião honesta

Sem comentários:

Enviar um comentário