Crónicas de uma Leitora: Doce Tortura de Rebecca James [Opinião]

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Doce Tortura de Rebecca James [Opinião]


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Tim encontra um quarto para alugar, mas há uma condição para que o possa arrendar: Terá de fazer todos os recados à dona do quarto, uma mulher muito reservada e pouco amistosa, que nunca abandona a casa. Começam a acontecer coisas estranhas na casa e, ao mesmo tempo que o desconforto de Tim vai aumentando, crescem também os seus sentimentos pela bela e misteriosa dona da casa. Que tipo de pessoa será: alguém que merece compaixão, alguém para amar ou alguém para temer?


Esta autora foi uma estreia para mim, apesar de já existir um livro publicado e ser um tema bastante apelativo para mim, um thriller com uma densa carga psicológica. Ler este livro conduziu-me um pouco ao início da década 90 quando estreou o filme Jovem Procura Companheira, apesar de diferente seria praticamente impossível não associarmos ao filme em questão, ao desconhecido que colocamos em casa ou, neste caso, à desconhecida com quem vamos morar. Se tudo corre melhor do que Tim alguma vez sonhou, cedo o jovem se depara com a figura de Anna, órfã de pais, rica e residente numa casa que facilmente figuraria num filme de John Carpenter e agorafóbica.

Com exceção de Tim, as restantes personagens encontram-se envoltas numa aura de mistério, um nevoeiro denso e pegajoso que me colou às páginas do livro devorando-o em poucas horas. Duas personagens antagónicas são Lilla, a ex-namorada de Tim, do género «não o quero mas também não quero que seja de mais ninguém» e Anna um «ratinho» tímido e amedrontado parecendo um fantasma na sua própria casa. Ambas acabam por se confrontar na relação que mantêm com Tim, acabando Lilla por ter alguma responsabilidade (sem que se aperceba), no processo de cura de Anna.

No decorrer da trama somos confrontados com diversos episódios em que questionamos se Anna é «apenas» agorafóbica ou doente mental, uma vez que se passam diversas situações que a mesma não detém recordações. Ao longo da leitura tomamos conhecimento do historial de vida de Anna, das causas de sua fobia, sendo impossível não sentirmos empatia pela mesma. Através das páginas desconfiei do desfecho, como desconfio em 99% dos livros no entanto... neste não acertei, yessssss, é tão bom sermos surpreendidas de vez em quando, o que me fez adorar ainda mais a autora.

Eu já disse que o li num dia? Quer dizer, iniciei-o num dia e terminei à meia-noite e três minutos do outro, assim sendo nem demorou um dia, enfim, apenas umas horas.

Resumindo: para quem é fã de thrillers psicológicos género Mary Higgins Clark  ou dos filmes de Hitchcock recomendo sem reservas, para que não é, aconselho a experimentar!!!



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