Crónicas de uma Leitora: Para Sempre de Judith McNaught [Opinião]

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Para Sempre de Judith McNaught [Opinião]





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Victoria Seaton cruzou um oceano. Para trás, deixou tudo o que amava. A sua cidade, Nova Iorque. Andrew, o homem dos seus sonhos. E a casa onde nasceu, agora tristemente vazia após a morte súbita dos pais.
Desamparada, Victoria não tem outra solução que não rumar ao desconhecido. A Inglaterra, um país que que nunca visitou. Aos aristocráticos Fielding, uma família que nunca viu e à qual pertence apenas no papel. A uma herança que não sabia existir. O seu único conforto é a sua irmã Dorothy, a quem protege fingindo ser a mulher corajosa que, intimamente, teme não ser. A alta sociedade britânica rapidamente a põe à prova com as suas regras rígidas, tão diferentes dos modos calorosos e simples do seu país natal. Igualmente impenetráveis são as reacções da família. Quando conhece a avó – a duquesa de Claremont - Victoria não percebe o porquê do seu olhar venenoso e a sua obstinação em acolher apenas Dorothy. As irmãs acabam por ser separadas e Victoria fica à mercê do jovem lorde Jason Fielding, seu primo afastado. Jason é um homem frio, sensual e implacável. Nos salões da moda, é o alvo de todas as atenções, a chama que atrai homens e mulheres, o “felino selvagem entre gatinhos domésticos”. Ele permanece um mistério aos olhos de Victoria, que recusa submeter-se às suas ordens ríspidas. Por seu lado, Jason não sabe como reagir ao temperamento explosivo da jovem americana. A relação de ambos é tão excitante quanto impossível. Sobre ela paira - negra e omnipresente - a sombra do passado com os seus mistérios, segredos e crimes...


Light light light, após a leitura deste ebook eu deveria ter perdido pelo menos uns 4 kg e se assim fosse, eu compreenderia o porquê dos quilos a mais, uma vez que a maioria de minhas leituras são mais do tipo pesado, para cima de 7 kg possivelmente...

Quem deseje um livro de época, com um enredo encantador, umas quantas reviravoltas que até podemos (ou não) estar à espera, quem deseje desanuviar a cabeças numas merecidas férias e quer uma leitura fácil e agradável, recomendo sem restrições. Este foi o primeiro livro que li desta autora e é, certamente, uma autora a seguir de forma a intercalar os pesados policiais que tanto me agradam. Quem me conhece sabe que, à parte Julia Quinn, não sou muito dada a romance de época, no entanto enquanto «desfolhava» digitalmente este livro, dei-me embrenhada nas vidas de Victoria e Jason, tentando perceber os segredos que o passado da mãe de Victoria escondia e de que forma, isso condicionou a bisavó desta em recusar recebê-la em sua casa.

A leitura deste romance fez-me viajar à minha série de época favorita, Downton Abbey e as inúmeras diferenças entre a classe dos senhores e respetiva criadagem, todas as regras de etiqueta que a sociedade inglesa promovia e de que forma, aos olhos de uma jovem americana, pareciam desajustadas. Para o comum dos leitores acaba por ser fácil identificarmos-nos com Judith, aquando a sua «provação» no estudo de todas as regras de etiqueta a ter em conta... a forma como se cumprimenta um duque é diferente de um conde... o duque é tratado por «vossa graça» ah ah ah ah que graça, enquanto que qualquer outro membro da aristocracia, marquês, conde, visconde e barão, deveriam ser tratados por «senhor»!!!! E assim recebi uma lição de etiqueta que não me recordo de alguma vez receber quando estudava história!!!

O romance entre Victoria e Jason começa de mal a pior, com Jason inicialmente a confundi-la com uma camponesa e rapidamente a querer que esta desapareça de sua vista uma vez que não a deseja em sua casa, tudo isso graças a uma partida de seu pai... que anuncia para a sociedade o noivado dos dois, sem estes sequer se conhecerem...

Não me quero alongar muito nem escrever demasiados spoilers, no entanto afirmo sem sombra de dúvida, que este livro é maravilhoso de ler, que nos toca e nos causa algumas lágrimas na sua narrativa, bem como nos tira o fôlego nas cenas mais tórridas entre os protagonistas.




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