Crónicas de uma Leitora: A cortesã | Sarah Dunant | Opinião

quinta-feira, 7 de maio de 2015

A cortesã | Sarah Dunant | Opinião



Sinopse


1527. Roma é invadida e está a saque. Fiammetta Bianchini, a mais célebre cortesã da cidade, vê-se obrigada a fugir. Juntamente com o anão Bucino, o seu fiel e excêntrico amigo, leva apenas a roupa que traz no corpo e as joias que conseguiu engolir. O seu destino é Veneza. Mas a mítica cidade sobre as águas traz desafios inesperados. A opulência dos palácios esconde a decadência das pequenas vielas; os rituais e superstições contrariam o desejo de liberdade de Fiammetta; a intriga política e religiosa impera...

Para a cortesã, o regresso à terra natal está repleto de memórias. Mas a sua nova realidade impõe medidas drásticas: ela tem de encontrar rapidamente o seu lugar na cidade. Mesmo que tenha de o fazer contra tudo e todos. Da misteriosa curandeira cega La Draga ao pintor Ticiano; do turco fascinado por Bucino aos homens que a rodeiam, cegos pela paixão e o ciúme; do criado desleal ao poeta Aretino, todos estes personagens, reais ou ficcionais, fazem parte das suas atribulações. E quando baixa a guarda, Fiammetta vai enfrentar o maior perigo que se pode apresentar à vida de uma cortesã: o amor.




Passada na primeira parte dos sec XVI, a A Cortesã de Sarah Dunant publicada pela Edições ASA, leva-nos de Roma, que foi tomada de saque pelo inimigo, até à belíssima Veneza que atrás de riquezas esconde muita pobreza e podridão.

São-nos apresentados Fiammeta e Bucino, uma famosa cortesã e o seu fiel anão que juntos têm um próspero "negócio" até serem obrigados a fugir para poder sobreviver. A demanda leva-os até Veneza, terra natal de Fiammeta, onde ela tem esperança de voltar a ter dias de glória. Mas o inicio não é fácil, pois além de ela lá chegar muito doente depois de dias a dormir entre destroços, o seu belíssimo cabelo foi completamente queimado antes de se por a salvo. Nestas condições, sem dinheiro e sem ninguém em quem confiar, as coisas não começam por ser nada fáceis. Mas com a ajuda de Bucino, Draga, uma curandeira cega e muita força de vontade eles acabam por se ir erguendo aos poucos, não sem antes passarem por muitas contrariedades.

Mas quando ela se apixona perdidamente por um seus clientes, Bucino receia por eles, pois o amor é o maior inimigo de uma cortesã.

Um livro que se lê bem, embora tenha muitas descrições que em nada contribuem para o desenvolvimento da trama. Dei por mim, por vezes, a vaguear por ruas e ruelas de Veneza, completamente perdida e esquecida da história principal que se desenrola. Se por um lado, isso é bom, por vezes também se torna um pouco maçudo.

Não tendo desgostado do livro, achei que até quase ao fim ele foi um pouco previsível. Só quando ficamos a conhecer um pouco mais sobre a verdadeira história da curandeira Draga e dos segredos que esconde, é que se tornou verdadeiramente interessante. E isso só aconteceu na parte final do livro.

1 comentário:

  1. Eu gostei de ler este livro. Como adorava ir a Veneza não me importei nada com as descrições detalhadas. Senti que estive lá. :D

    Beijitos, Dan
    Shiu... É Segredo

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