Crónicas de uma Leitora: Slated - Reiniciada | Teri Terry | Opinião

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Slated - Reiniciada | Teri Terry | Opinião

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Tinha este livro há mais de um ano na minha wishlist, em inglês obviamente porque ainda não havia em português nem pensei que chegasse por terras lusas, pensava um dia ler os ebooks mas esse dia nunca chegava, quando descobri que uma editora portuguesa, pouco conhecida tinha apostado nesta trilogia fiquei eufórica. Lápis Azul da Individual, confesso que não conhecia, pesquisei mais sobre a editora que não só já tinha publicado livros que são muito apelativos como tinha na sua página os próximos lançamentos que me deixaram a babar, sim confesso fiquei mais uma vez super feliz com as apostas desta editora. Contactei-os de imediato propondo parceria que foi aceite e recebi este e outros dois livros (de que falarei noutros posts), não podem imaginar a minha cara ao ver o tamanho dos livros, pequenos, ao estilo americano e inglês dois paperback e um hardcover, uma excelente surpresa sem dúvida. Como podem adivinhar não consegui fazer outra coisa senão ler logo Slated.

O inicio da leitura foi um pouco estranha, estava a achar os primeiros diálogos infantis e apesar de estar a gostar da história estava a sentir alguma dificuldade em entrar na narrativa. Não demorou muito tempo para eu perceber que na verdade era normal falarem com a Kyla como se ela fosse uma criança porque o reinicio transforma o adolescente num verdadeiro recém-nascido que tem poucos meses para reaprender todas as funções básicas tanto a nível físico como intelectual. De qualquer forma vamos vendo um desenrolar muito interessante na história, uma mudança tanto da parte de Kyla como da família que a acolhe. Essa foi outra coisa que estranhei, confesso que pensei que ela ficasse com a sua família de sangue e que apenas não os reconhecesse devido ao que passou mas afinal é uma família de acolhimento.

Achei que havia ali um grande mistério envolvendo os pais que mais uma vez nos mostram que as aparências enganam. Aliás todas as descobertas que vamos fazendo ao longo da leituras são muito intrigantes e acabam por nos levar a querer saber mais, o único personagem que não gostei lá muito foi o Ben, por alguma razão não lhe achei grande piada nem entendi porque a relação deles se desenvolveu daquela maneira, não me convenceu.

Passado num futuro não muito distante, ficamos a saber que os acontecimentos que levaram ao sistema de Reinícios começou nos anos 20 do sec. XXI, ora isso significa daqui a meia dúzia de anos, imaginei muitas vezes como as nossas crianças (os meus filhos incluídos) iriam transformar-se em adolescentes rebeldes (no pior sentido da palavra) amotinando-se provocando o caos e a destruição, fazendo parte de gangues que deveriam ser destruídos e mais tarde reiniciados. Foi complicado, talvez a autora devesse ter situado a ação num futuro mais longínquo para nos conseguirmos distanciar de um futuro tão próximo (um pouco confuso? lamento! mas acho que me entenderam).

Adorei a forma como a Kyla se destaca pelo pensamento independente, como se demarca dos outros reiniciados e como age dissimuladamente e low profile, gosto particularmente de ser uma protagonista tão imperfeita com atitudes por vezes ilógicas. Teri Terry criou uma personagem interessante, cheia de altos e baixos e que queremos conhecer melhor, saber do seu passado, perceber se os sonhos são apenas isso mesmo ou lembranças. Gostei imenso da Mãe, é uma personagem cheia de potencial e que nos deixa com vontade de conhecer melhor. Há uma série de personagens secundárias, principalmente as adultas que não conseguimos confiar nelas, parece que a qualquer momento vamos descobrir que não são bem aquilo que estão a mostrar.

A autora criou uma história interessante, cheia de altos e baixos, momentos de grande tensão e um final que embora fosse de alguma forma expectável conseguiu surpreender e mostrar-nos que ainda há muito por descobrir. Os aspectos políticos e sociais são muito curiosos e uma verdadeira surpresa sendo uma das partes mais apelativas da história. Resumindo? Adorei Slated e é uma distopia que quero seguir.

1 comentário:

  1. Eu também li à pouco tempo este livro e adorei. Embora esteja um bocadinho farta de literatura YA, este tinha qualquer coisa de diferente. Fico à espera dos próximos :)

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