Crónicas de uma Leitora: Por Favor, Não Me Tirem a Minha Bebé de Caty Glass [Opinião]

segunda-feira, 16 de março de 2015

Por Favor, Não Me Tirem a Minha Bebé de Caty Glass [Opinião]





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Sinopse:

Uma adolescente grávida, sozinha e perdida. Uma mãe de acolhimento com um coração cheio de amor para dar.

Cathy Glass nunca tinha acolhido uma adolescente grávida. Estes casos, no Reino Unido, são geralmente acompanhados por cuidadores especializados. No entanto, quando, numa situação de emergência, a colocam em contacto com a problemática Jade, Cathy acaba por aceitar o desafio de recebê-la em sua casa. Porém, o comportamento de Jade revela-se muito pouco consistente com o de uma futura mãe que pretende, como afirma, responsabilizar-se pelo bebé que vai ter. E pouco depois de ter dado à luz uma menina saudável, acaba por arranjar problemas com a polícia. 

Cathy tenta aconselhá-la, mas os seus esforços pouca recetividade encontram na adolescente. Cathy sabe que os serviços sociais estão a avaliar a capacidade de Jade para se ocupar da filha, e o que mais receia parece estar em vias de se concretizar: tirar-lhe a criança e colocá-la para adoção. Como evitar aquele desenlace sendo ela tão emocionalmente imatura? Será Cathy capaz de despertar em Jade a consciência do muito que ela tem a perder?

Por Favor, Não me Tirem a Minha Bebé é o novo livro Cathy Glass, autora bestseller com mais de 3 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.




Mais uma vez Cathy Glass conseguiu-me emocionar com este relato da jovem Jade. Pela primeira vez uma das suas obras é baseada na estória de vida de uma adolescente, grávida e com pouca ou nenhuma responsabilidade, embora com as melhores das intenções. Logo nas primeiras páginas deparamo-nos com uma Jade revoltada pelo fato da mãe a colocar fora de casa, numa altura em que esta mais precisaria de acompanhamento. Após o primeiro contato com a progenitora, acabamos também por ter pena desta mãe… ainda para mais sendo esta também jovem… mais jovem que eu, género, na casa dos trinta (ai eu sei eu sei, velhos são os trapos) e com mais 4 filhos ao seu encargo.

Jade e o namorado Tyler protagonizam cenas pelas quais já passamos e pelas quais nos iremos rever, quando se desenrolarem diante dos nossos olhos, com nossos filhos como protagonistas... Tenho bem presente a minha adolescência... espero conseguir ultrapassar a de minhas filhas com tanta dignidade como minha mãe (não sei porquê mas não acredito muito nisto) ;-) a ver vamos!

Para Cathy esta é uma situação inteiramente nova, uma vez nunca ter acolhido uma adolescente grávida, Jade transporta consigo uma pesada bagagem e não me refiro à sua bebé, mas a uma enorme dependência de más companhias, regadas com muito álcool e baixa (para não dizer inexistente) auto-estima. Nas visitas que afirma fazer a casa de sua mãe, acaba sempre rodeada destes dois vícios, ao ponto da técnica de acompanhamento ponderar a retirada de sua bebé para desespero de Cathy. Infelizmente após o nascimento de Courtney, Jade acaba por se tornar mais revoltada e problemática, afastando-se inclusive do namorado Tyler, que ao longo da narrativa manteve uma postura mais responsável e interessada no bem estar da filha.

A narrativa de Jade poderia acontecer a um sem número de jovens, não há qualquer tipo de violência, Jade não é uma vítima a não ser dela própria. Apesar da família algo disfuncional onde se encontrava inserida, existia amor entre esta, a mãe e respetivos irmãos, no entanto amor e compreensão não bastam quando apenas um membro da família trabalha sem apoio de um companheiro. Dificilmente podemos apontar o dedo à mãe de Jade, ao longo da narrativa há uma tentativa constante em ajudar a filha em tudo o que lhe é possível. Por vezes a pouca diferença de idades entre mãe e filha influenciam de tal forma a relação de ambas que, em vez de estreitar os laços distancia-os... as mães tendem a acreditar ser preferível tornarem-se na melhor amiga da filha/o do que assumir o papel que deverá ocupar o primeiro lugar das prioridades de uma mãe... Ser MÃE.

Jade praticamente esgota todas as hipóteses que lhe são apresentadas, acabando por ser internada numa casa de acolhimento de jovens mães. Apesar de mais esta ajuda, Jade mantém os comportamentos de risco até ao dia que o bebé de uma colega da casa é retirado e entregue a uma família de acolhimento. Nesse momento Jade revê-se na colega e apercebe-se finalmente do quanto está próxima de viver a mesma situação, ser separada da filha e saber que provavelmente, esta será entregue para adoção... e finalmente Jade aprende que ser MÃE, é colocar o nosso filho sempre em primeiro lugar!

Este é um livro que se lê de um fôlego só e que no final, podemos consultar na página da autora, o link update e descobrir que Jade e Tyler continuam juntos, educaram uma filha que em breve entra na Universidade e... se tornaram família de acolhimento!!! Melhor final que este, simplesmente impossível. Terminei com uma lágrima no canto do olho ao perceber que, tal como o ditado diz: Depois da Tempestade, vem a Bonança...


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