Crónicas de uma Leitora: "Os três" | Sarah Lotz | Opinião

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

"Os três" | Sarah Lotz | Opinião



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Sinopse

O dia que nunca será esquecido. O dia em que há quatro acidentes de avião, em simultâneo, em diferentes pontos do globo. E três crianças sobreviveram.
O mundo vive atordoado com a trágica coincidência. À beira do pânico global, as autoridades são pressionadas a encontrar as causas que motivaram os acidentes. Com terrorismo e desastres ambientais fora da equação, não parece haver uma correlação lógica, tirando o facto de ter havido uma criança sobrevivente em três dos quatro acidentes. 

Intituladas Os Três pela imprensa internacional, as crianças exibem distúrbios de comportamento, presumivelmente causados pelo horror que viveram e pela pressão da comunicação social. Esta pressão torna-se ainda mais intrusiva quando um culto religioso liderado por um ministro fanático insiste que as crianças são três dos quatro profetas do Apocalipse. E se, para mal de toda a Humanidade, ele tiver razão?




Sarah Lotz de uma forma inovadora, apresenta a história num formato diferente do habitual, através de um conjunto de relatos noticiosos e testemunhos de amigos e familiares das vitimas. 

A história inicia com a queda de um avião numa floresta no Japão, conhecida por ser um local preferencial para suicídios. No mesmo dia, outros 3 aviões despenham-se em lugar diferentes do globo, registando em 3 dos 4 voos um sobrevivente, uma criança. A partir desta premissa, a autora, conta a história de uma seita religiosa fanática que acredita que as crianças são cavaleiros do apocalipse. A verdade é que as crianças estão diferentes e agem de uma forma estranha.

Confesso que ao inicio a história é muito confusa, pois vai-nos apresentado relatos e testemunhos de situações diferentes e demorei um pouco a entrar na leitura, no entanto a história é fenomenal.
Na minha opinião as personagens principais (quer as crianças, quer seja o autor que junta os relatos e testemunhos, quer sejam os familiares das crianças) deveriam ser mais elaboradas, existem falhas nas características  familiares, sociais e psicológica das personagens que poderiam ter sido mais claras e mais esclarecedoras. A organização também é um pouco confusa uma vez os acontecimentos não são apresentados por ordem (nem de acontecimentos, nem das vitimas).

A premissa criada pela autora é muito boa, apesar de que poderia ter sido melhor aproveitada, mas  no final a história em si é boa e diferente de tudo a que estamos habituados, pelo que recomendo a sua leitura. 

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