Crónicas de uma Leitora: [Cinema-Opinião]: Dei-te o melhor de mim

domingo, 9 de novembro de 2014

[Cinema-Opinião]: Dei-te o melhor de mim




Já é bastante habitual todos os livros do Nicholas Sparks virarem filme, mesmo que os livros não sejam grande espingarda como é o caso de "Dei-te melhor de mim". O livro não é mau mas o autor tem obras bastante superiores e consequentemente esta adaptação cinematográfica também não figura entre as mais memoráveis. 

Eu li o livro há uns anos atrás e confesso que não me lembrava de nada. A memória foi dando alguma informação à medida que ia visualizando o filme e a partir daí tornou-se um pouco previsível. Mesmo não me lembrando de muito do livro, para quem é conhecedor da fórmula do Nicholas Sparks já sabe o que irá ver mas mesmo tendo uma noção do que vai acontecer, achei alguns desenvolvimentos da história um pouco mal explicados. Aquele todo anda para trás e para a frente não beneficiou nada o filme e...será muito mau dizer que os actores que fazem de Amanda e Dawson quando eram jovens pareciam muito mais experientes que os que interpretaram em adultos? Notava-se uma diferença enorme em termos de acting e expressões. Suscitou-me interesse em ver mais da Liana Liberato e do Luke Bracey do que da Mchelle Monaghan e do James Marsden. 

O filme tenta puxar forçadamente as lágrimas do público, especialmente o feminino e é isto que detesto em alguns filmes deste autor: são forçados e lamechas, nada é orgânico. Para mim as melhores adaptações continuam a ser "O Diário da Nossa Paixão" e "Juntos ao luar", não só pelo elenco que tinha (muito superior a este) mas porque eram romances mais trabalhados tanto em livro como em filme. 

Não foi um filme que apreciasse por aí além, gostei principalmente da parte me que eram jovens e pouco mais. É mais uma adaptação a juntar a um já vasto rol de adaptações cinematográficas deste autor e preparem-se...porque já vêm a caminho mais dois filmes. Isto não pára! 

3 comentários:

  1. Olá :)

    Infelizmente, partilho da tua opinião. É um facto que os livros de Nicholas Sparks têm sempre o mesmo princípio, no entanto, o livro ainda me fez deitar umas lagrimazinhas. Já do filme não posso dizer o mesmo. Concordo a 100% contigo que o andar para trás e para frente não beneficiou nada o filme, pelo contrário. Foi demasiado tempo dedicado à "lamechisse" na minha opinião. E pra agravar ainda mais tudo isto, parte da história foi alterada.

    Boas viagens,
    Rosana
    http://bloguinhasparadise.blogspot.pt/

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  2. Olá Rosana ;)

    Ainda bem que não fui a única a achar isso. Acho que é complicado contar duas linhas temporais em filme, no papel ainda consegue perceber-se bem porque temos sempre a indicação ou pelos capítulos ou algo assim. Aqui só tínhamos pelas personagens e a história presente não parecia os 20 anos depois mas sim duas histórias diferentes.
    Eu já não me lembro muito de como acabava o livro mas ainda assim senti que aquilo não era como acontecia no livro. ;)

    Beijinhos

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  3. Concordo com muito do que dizes, mas no meu caso chorei perdidamente!Quando dei por mim, sabe-se lá porquê, talvez por infelizmente me identificar com partes da história (proeza que o Mr. Sparks consegue em mim, ou então sou eu que tenho uma história de vida muito preenchida...LOLOL), não conseguia parar de chorar...e eu sou menina para me aguentar forte e valente!Eehehe! Concordo em absoluto com o que dizes sobre os atores, gostei tão mais dos que representam os personagens na juventude...

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