Crónicas de uma Leitora: A Metade Sombria, de Stephen King, opinião [ESPECIAL HALLOWEEN]

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A Metade Sombria, de Stephen King, opinião [ESPECIAL HALLOWEEN]





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Sinopse:

Thad Beaumont, o autor best-seller de três livros de terror, adorava poder dizer que não tem nada que ver com o horror de uma série de assassínios monstruosos. Mas não pode. Foi ele que o criou.




Acho que não sou a única, a associar Stephen King de forma imediata à escrita de horror! Desde a leitura de Carrie e, mais tarde ter-me assustado e assustado uma sala inteira de Hotel, ao ver o filme, Stephen King tornou-se naquele autor que adorava/detestava ao mesmo tempo. Passei várias noites de insónia por causa desta autor, isso porquê? Insónia durante as primeiras horas da madrugada porque estava completamente colada ao livro em questão... durante as restantes horas após desligar o candeeiro da mesa de cabeceira porque os «monstros» de seus livros pareciam saltar cá para fora e tornar o meu escuro quarto num local cheio de barulhos sufocados, que me faziam imaginar cenários horripilantes da qual poderia ser vítima, mal caísse no sono. Tenho de admitir, aquando a leitura deste livro acabei por dormir uma noite com o candeeiro aceso simplesmente porque não suportei a escuridão. Ironia das ironias, o único livro que não consegui ler do autor foi o Insónia, este era um autêntico Valium 5mg que me adormecia após três ou quatro páginas...

O meu livro tinha uma capa muito mais sugestiva da atual publicação, da qual deixo aqui uma foto!


Thaddeus Beaumont é escritor com alguns livros publicados mas de pouco sucesso, no entanto acaba por alcançar o sucesso com vários livros publicados sob o pseudónimo de George Stark seguindo um género literário completamente diferente do que Thad assina! Há primeira vista o autor deveria estar contente e feliz da vida, no entanto a dada altura decide matar o pseudónimo uma vez que começa a sentir-se controlado por este. Aqui entra o pormenor sobrenatural que transcende o livro e nos conduz para aquele limbo tão particular que é a escrita de Stephen King. A «possessão» é tão controladora que influencia Thad no seu comportamento do dia a dia, nomeadamente, torna-o num fumador completamente viciado em cigarros Pall Mall. Na altura em que li este livro, esta marca não era comercializada em Portugal. Anos mais tarde, aquando da sua comercialização cheguei a fumá-los por alguns meses (na altura em que pensava que fumar era fixe) sempre recordando a personalidade controladora, maquiavélica e tenebrosa de George Stark.

Isto deve querer dizer alguma coisa acerca da minha própria personalidade certo?

Stephen King acaba por desvendar um segredo de Thaddeus Beaumont, este tinha sido vítima de um tumor cerebral em criança, o tumor era nada mais nada menos que parte do seu gémeo que durante a gravidez tinha sido absorvido por Thad. Por estranho que este assunto pareça, esta é uma situação que ocorre, apesar de muito rara denominada por Vanishing Twin Syndrome.

Durante uma entrevista à revista People, Thad revela ser George Stark e adianta que decidiu «matá-lo» dedicando-se apenas ao género literário que assina como Thaddeus Beaumont. A partir deste momento a vida de Thad não será a mesma, uma vez que o seu alter ego decide absorver a personalidade de Thad ficando no ar quem realmente será George Stark e sendo impossível não o associarmos ao gémeo absorvido que acaba por se vingar exatamente da mesma maneira...

Se inicialmente Thad encontra-se em controle absoluto de sua vida bem como de Stark, com o desenrolar da estória, somos confrontados com um Thad-Fantoche, não às mãos mas à mente de George Stark! Um livro magistral e merecedor de algumas horas em excelente e tenebrosa companhia!!!


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