Crónicas de uma Leitora: "Arte Assassina" de Michael White (Opinião)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

"Arte Assassina" de Michael White (Opinião)



Sinopse
Em todos os seus anos de serviço, o inspetor-chefe Jack Pendragon nunca tinha visto um cadáver como aquele. Estranhamente mutilado e dramaticamente «esculpido», assemelhava-se à pintura surrealista O Filho do Homem, de Magritte. Essa constatação tornava o crime ainda mais macabro e preocupante. Revelava ser um homicídio calculista, premeditado e que antevia um serial killer. E rapidamente começaram a surgir novos crimes, todos eles encenados para se parecerem com pinturas surrealistas.
Londres, final do século XIX. Em Whitechapel, alguém, que permanece por identificar até hoje, cometeu uma série de sádicos assassinatos. Embora, neste caso, fossem prostitutas, a realidade é que as mutilações feitas nos corpos das vítimas são em tudo semelhantes, carregadas de simbolismos grotescos.
Apesar de distanciado por um século, este serial killer apresenta uma mentalidade tão patologicamente brilhante que todas as provas se tornam escorregadias e inconclusivas. Mas Jack Pendragon está determinado. Desta vez o assassino não vai ficar incógnito, não vai escapar…



Brutal! Intenso!  E por vezes com pormenores tão sórdidos que é capaz de nos deixar com os pêlos dos braços em pé. 

Que dizer de um livro que nos deixa assim? Que é simplesmente fantástico! 
Num pequeno resumo,  vamos encontrar o inspector Pendragon a braços com homicídios no mínimo macabros. 
Alguém se anda a divertir a matar pessoas recriando quadros de autores famosos.  Homicídios estudados que logo à primeira vista fazem lembrar os quadros que é suposto reproduzirem. 
Deixo um pequeno exemplo.  O quadro dos relógios derretidos de Salvador Dali (A persistência da Memória)

Agora imaginam encontrar um corpo assim,  espalmado.  Ficaram com  uma imagem? Se gostaram então não podem deixar de o ler. 
O autor deste policial /thriller é Michael White,  para mim,  uma estreia.  Andava com curiosidade de ler "O Anel de Borgia",  do mesmo autor,  e a verdade é que neste livro este é referido.  A forma de escrever e nos dar pormenores é incrível. Parece um iman que não nos deixa largar o livro de forma alguma. 
Merece as 5* e a minha recomendação a todos os amantes deste género literário.

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