Crónicas de uma Leitora: Sedução Perigosa, de Jess Michaels [Opinião]

terça-feira, 24 de junho de 2014

Sedução Perigosa, de Jess Michaels [Opinião]

Sinopse
Tímida, obstinada e bela, Penelope está determinado a expor os casos licenciosos dos homens mais atrevidos da sociedade. Agora um deles - o libertino arrependido Jeremy Vaughn, duque de Kilgrath - foi escolhido para pôr fim à interferência da pudica senhora. O plano de Jeremy é diabolicamente inteligente: irá juntar-se à guerra de Penelope contra a imoralidade, lutando apaixonadamente ao seu lado, ao mesmo tempo que a enche de missivas eróticas anónimas destinadas a excitar mesmo a mais fria e mais relutante mulher. Irá derrubar as suas defesas e inflamar os seus desejos reprimidos por acompanhá-la (no interesse da sua «nobre campanha») aos palácios do prazer mais notórios de Londres. E irá visitar o boudoir dela - mascarado - durante a noite para a ensinar nas artes deliciosamente pecaminosas ela deseja abolir. Em seguida, irá expor a sua hipocrisia ao mundo.
Mas o esquema do belo duque está fadado ao fracasso pois a bela Penelope liberta-se de todas as inibições e cede livremente a todos os caprichos dele. Pois neste jogo sensual de corações, é o sedutor que se torna seduzido.
Esta série é fantástica, as personagens são deliciosas e a escrita de Jess Michaels é sempre viciante, para finalizar esta série falta-me ler Força do Desejo mas até agora a minha personagem preferida é Miranda Albright, ainda assim Penelope não fica muito atrás da irmã.

Passa-se algum tempo desde o final de Emoções Proibidas e a acção transformou-se por completo, a jovem acabou por casar e mais tarde enviuvar, depois de um discurso inflamado sobre a necessidade da fidelidade masculina torna-se a defensora da moral na cidade. Este livro está cheio de deliciosas peripécias, nem mesmo Penélope entende como esta bola de neve cresceu de uma mera opinião proferida perante algumas damas da sociedade mas sente que não tem volta a dar ao assunto e segue determinada na sua demanda, claro que não espera que o maior libertino da cidade, que se apresenta à sua porta a apoiar a sua causa, seja honesto nas suas intenções contudo com o desenrolar da ação começa a apoiar-se nele como um verdadeiro amigo. Ao mesmo tempo vai recebendo de forma anónimas cartas altamente eróticas que a deixam inflamada e desesperada, o seu infeliz casamento não lhe trouxe qualquer prazer e fica verdadeiramente curiosa com o misterioso homem acabando por ceder a encontros fortuitos que lhe desperta a sexualidade. É essa vivência com Jeremy que a leva a um auto-conhecimento aprofundado e lhe irá posteriormente permitir-me maior abertura na sua visão rígida e cheia de pudores.

Jeremy por seu lado sente-se enfeitiçado por esta mulher e vai adiando cada vez mais a sua exposição publica ou a chantagem à qual espera que ela ceda. Aos poucos vai-lhe mostrando a devassidão e o erotismo que se vive por Londres, leva-a (disfarçada) aos maiores antros da cidade e no anonimato ensina-lhe tudo sobre prazer. A sua personalidade vai-se moldando à medida que vai conhecendo a jovem viúva permitindo-lhe amadurecer algumas opiniões, teve ao longo da trama uma excelente evolução mostrando que até o maior devasso pode encontrar a redenção na mulher certa.

Jess Michaels é fenomenal, não só nos transporta à época sobre a qual escreve como imprime às suas obras a carga erótica e sexual certa e a dose de romantismo perfeita, a leitura dos seus livros é àvida pois são sempre envolventes. E as personagens? Ah as personagens adoro-as, a ideia que tenho é que a autora tem uma balança espectacularmente equilibrada que não pesa demasiado em nenhuma vertente. A sua escrita é fluida e o enredo simples o que os seus livros torna viciantes. Uma autora imperdível para os amantes de romances sensuais.

O bom da série das irmãs Albright é que cada livro se completa mas pode ser lido em separado não interferindo na comprensão da história.

De apontar de resto as excelentes capas que a Quinta Essência fez para esta série porque são claramente melhores que as originais e exceptuando o Tabu (que é uma história paralela e não de uma das irmãs) elas são de um vermelho vibrante.

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