Crónicas de uma Leitora: Robopocalipse, de Daniel H. Wilson [Opinião]

sexta-feira, 21 de março de 2014

Robopocalipse, de Daniel H. Wilson [Opinião]




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Sinopse:
Num futuro não muito longínquo, a espantosa tecnologia que gere o nosso mundo vira-se contra nós. Controlada por uma inteligência artificial infantil, mas extremamente poderosa, chamada Archos, a rede global de máquinas de que o nosso mundo se tornou dependente transforma-se de repente num inimigo implacável e mortal. Na hora H, o momento em que os robôs atacam, a espécie humana é quase completamente erradicada, mas, à medida que os sobreviventes se começam a reagrupar, a humanidade une-se pela primeira vez num esforço concertado de resistência.
Este é o relato oral do conflito, contado por um elenco internacional de sobreviventes que viveram na pele este confronto longo e sangrento com as máquinas.
Robopocalipse é um épico brilhante, cheio de ação e de pormenores ricos, com implicações arrepiantes no que diz respeito à tecnologia que nos rodeia.











O livro está escrito sob forma de documentário, fala sobre a revolta das máquinas inteligentes, os sinais prévios, a Hora H por todo o mundo e a forma como humanos lutaram para pôr fim á carnificina que os rodeava. Archos é uma inteligência artificial criada pelo homem, com uma capacidade infinita o que lhe permite uma fácil pesquisa de informação e acesso a dados que o leva a controlar os robôs e máquinas existentes em prol do que ele acredita ser salvar-se a si próprio, ás máquinas e ao planeta e os seus recursos naturais.

As personagens estão muito bem construídas, sendo que acompanhamos a evolução de algumas delas como Mathilda Perez , Cormac Wallace e Lonnie Wayne Blanton, entre outros, , em humanos que mais que sobreviver vão lutar em prol da sobrevivência da espécie Humana. O livro está dividido em 5 partes, com acontecimentos pré-Hora H, relatos da Hora H, os acontecimentos imediatos após Hora H, o momento em que os homens compreendem o que se está a suceder e por fim quando os Humanos retaliam a luta de Archos.

Adorei a capa do livro, que nos prepara para um livro sobre robôs humanizados, mas não nos prepara para a realidade da história, a inteligência artificial vai muito além dos robôs.

Eu não leio histórias, vivo as histórias, e por isso foi deveras horripilante certas cenas e certos cenários. O facto de as máquinas poderem dominar o mundo já foi explorado sobejamente, mas confesso que nada me preparou para o que li. Vivi momentos de angústia e de esperança, e em alguns cenários tive que interromper a leitura para absorver a informação e certificar-me que nada que lia era real.

É um thriller arrebatador e sangrento, com muita destruição á mistura, que nos prende desde o inicio até ao final, queremos saber o resultado desta batalha desonesta, em que as máquinas estão em vantagem.
Recomendo vivamente a sua leitura, em especial aos amantes de thrillers e aos apaixonados por inteligência artificial

Aguardo com grande expectativa o segundo livro e confesso que fiquei ansiosa por ver o filme que Steven Spielberg irá criar com base neste livro.

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