Crónicas de uma Leitora: A Good Yarn de Debbie Macomber [Opinião]

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A Good Yarn de Debbie Macomber [Opinião]



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Sinopse:

Lydia Hoffman owns the shop on Blossom Street. In the year since it opened, A Good Yarn has thrived—and so has Lydia. A lot of that is due to Brad Goetz. But when Brad's ex-wife reappears, Lydia is suddenly afraid to trust her newfound happiness.

Three women join Lydia's newest class. Elise Beaumont, retired and bitterly divorced, learns that her onetime husband is reentering her life. Bethanne Hamlin is facing the fallout from a much more recent divorce. And Courtney Pulanski is a depressed and overweight teenager, whose grandmother's idea of helping her is to drag her to seniors' swim sessions—and to the knitting class at A Good Yarn.



Quem me conhece sabe que adoro Debbie Macomber, já li três livros dela, publicados cá em Portugal, pertencentes a duas séries distintas, Blossom Street – A Pequena Loja em Blossom Street, publicado pela Arcádia e a série Rose Harbor publicada pela Presença: A Estalagem de Rose Harbor e O Abrigo da Esperança. Assim sendo decidi tentar ler o segundo livro da série Blossom Street em inglês, apesar das muitas dúvidas que tinha se iria ou não conseguir ler, afinal, já abandonei as aulas de inglês há 2 décadas e nunca fui uma aluna brilhante. Para meu espanto, consegui entrar facilmente na narrativa, talvez devendo-se ao facto de neste segundo livro a autora fazer um breve resumo do primeiro livro, quaisquer dúvidas que pudesse ter acabaram por ser facilmente ultrapassáveis uma vez que ainda se encontrava «fresco» na minha memória, o livro anterior; A Pequena Loja de Blossom Street. Este segundo livro é bastante semelhante ao primeiro, Lydia inicia uma nova aula de tricot onde ensina Elise, Courtney e Bethany a tricotar meias!

Aquando do primeiro livro, enquanto Lydia ensinava as três alunas; Alix, Jacqueline e Caroline a tricotar uma manta de bebé, encontrava-me eu a fazer uma manta de bebé mas em crochet. Iniciei-me nestas artes em Dezembro de 2012 mas o tricot para mim era muito mais difícil do que o crochet. Percebia a paixão que a autora tinha por esta arte mas não me identificava… no decorrer da leitura deste livro encontro-me a tricotar golas… sim finalmente consegui desenvolver uma relação mais «intima» com as duas agulhas, não as circulares como as que Lydia utiliza nas suas aulas, o que tornou a leitura deste livro ainda mais agradável.

Tal como a autora descreve, pegar em duas agulhas de tricot e fazer qualquer trabalho que seja, faz com que pensemos com mais clareza acerca de quaisquer problemas que estejamos de momento a lidar, eu por vezes consigo mesmo abstrair-me dos problemas em questão e acaba por ser como que uma terapia!

Falando do livro em si, neste livro encontramos novamente 4 protagonistas, Lydia já com relação assumida com Brad que acaba por ser abalada com o regresso da ex-mulher deste, exigindo uma nova tentativa de darem uma família ao filho de ambos. Conhecemos Elise, uma mulher de 65 anos obrigada a viver em casa da filha, após um negócio falha de compra de uma casa onde acabou por gastar todas as suas economias. Para contrariar, acaba de chegar a casa de sua filha, o seu ex-marido de há mais de 30 anos com o qual nunca conseguiu ter uma boa relação devido ao seu vício pelo jogo. Bethanne é a terceira protagonista, casada, esposa e mãe a quem o marido lhe pede o divórcio após assumir uma relação de dois anos com uma colega de trabalho. Por último encontramos Courtney, uma adolescente que vem viver para casa da avó, após os irmãos irem estudar para a faculdade e o pai ir trabalhar para o Brasil de forma a equilibras as finanças.

Com estas quatro protagonistas temos o enredo para uma belíssima estória acerca das relações humanas e o quanto por vezes somos surpreendidos ao encontrarmos apoio/segurança/amizade onde menos se espera. As personagens estão magistralmente bem caraterizadas, seguindo o leitor todo o seu crescimento, seja através de Bethanne, uma insegura esposa/mãe que ao longo do livro se torna numa empresária por conta própria, seja pela amargurada Elise que se vê confrontada ao longo do livro, com o seu primeiro e único grande amor, seja por Courtney, com todos os seus medos e inseguranças voltados para a comida e que descobre, em duas gerações diferentes da sua, o apoio para se tornar na adolescente que sempre desejou ser.

Debbie Macomber fez-me sorrir ao longo de todo este livro, por vezes rindo à gargalhada, outras com uma lagrimazinha teimosa no canto do olho. Recomendo a todas as românticas desejando que apreciem a leitura do mesmo modo que apreciei e que de certo irei seguir esta e as restantes séries da autora!

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