Crónicas de uma Leitora: Tríptico de Karin Slaughter, [Opinião]

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Tríptico de Karin Slaughter, [Opinião]



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Sinopse:


Três pessoas com segredos perturbadores.
Um assassino sem nada a perder.
Quando Michael Ormewood, detetive da Polícia de Atlanta, é chamado à cena de um homicídio num bairro social, depara-se com uma das mortes mais brutais de toda a sua carreira: o corpo de Aleesha Monroe jaz nas escadas de um prédio, numa poça formada pelo seu próprio sangue e horrivelmente mutilado.
Enquanto incidente isolado, este já seria um crime chocante. Mas quando se torna evidente que é apenas o mais recente de uma série de ataques violentos, o Georgia Bureau of Investigation é chamado a intervir — e Michael vê-se obrigado a trabalhar com o agente especial Will Trent, com quem antipatiza de imediato.
Vinte e quatro horas mais tarde, a violência a que Michael assiste todos os dias explode nas traseiras da sua própria casa. Percebe-se, então, que talvez o mistério da morte de Aleesha Monroe esteja indissoluvelmente ligado a um passado que se recusa a ficar esquecido….



Antes de mais, um especial agradecimento à Topseller por ter decidido publicar uma autora espantosa que é Karin Slaughter. Já tinha lido as obras publicadas pela Gótica e claro está, já tinha perdido a esperança de ler mais algum livro desta autora. Foi com grande expetativa que iniciei a leitura deste livro.

Expetante é também um dos sinónimos que define o estado de espírito aquando a leitura deste livro. Logo no primeiro capítulo, somos «sugados» para dentro da trama acabando por nos tornarmos personagens fantasmas da mesma, presenciando em primeira mão o desenrolar dos vários vectores que a condicionam. As personagens estão magnificamente construídas, não existindo a perfeição que encontramos em várias obras do género. Karin Slaughter constrói personagens completamente humanizadas, evidenciando os seus handicaps de forma a conseguir a empatia do leitor. Por exemplo, a dislexia de Will Trent e a forma como este a contornou com o intuito de não dar a conhecer aos seus superiores e colegas, motivaria mais um adolescente a debater-se com o mesma, do que algumas sessões de terapia.

As relações existentes entre alguns dos personagens sugere-nos um passado que se vai descobrindo aos poucos embora muito fique por contar, no entanto acaba por ser ponto fulcral da trama para compreendermos um pouco mais cada uma das personagens.

Os crimes em si são descritos de forma bastante crua, tal como já me habituara com as obras anteriores e esta não lhe fica atrás. A relação entre Michael Ormewood e Will Trent não inicia da melhor forma e a própria maneira de ser peculiar do agente especial acaba por ser fator condicionante para a mesma encontrar vários obstáculos. Durante toda a leitura do livro dei duas caras a estes personagens. Para Michael Ormewood o ator David Cobitt mas com um ar bem mais sério do que aqui nesta foto:


para o agente especial Will Trent o ator Matthew Gray Gubler:




Sim eu sei que é mais novo do que a personagem descrita no livro, mas foi a cara que me perseguiu ao longo do livro. O livro é de leitura bastante fácil uma vez que a trama adensa-se sendo o leitor constantemente levado ao passado para perceber o que se passa no presente, bem como a antecipar (pelo menos tentar) os passos do assassino num futuro próximo. O presumível assassino; outra personagem fundamental no decorrer da leitura, acaba por nos fazer sentir várias emoções totalmente antagónicas, se iniciamos pelo desprezo absoluto, terminamos de uma forma inesperada!

Aconselho esta saga para ser lida pela noite dentro, eu até tive o direito a trovoada, quando ia a meio do livro. Se por um lado a trovoada em si não me arrepia, por outro lado arrepiava-me sim, saber que a qualquer momento ficaria sem luz para terminar o livro!

Mais uma vez os meus Parabéns à TopSeller, mais uma autora fantástica a constar nas minhas estantes!




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