Crónicas de uma Leitora: Sob o Céu que não Existe, de Veronica Rossi [Opinião]

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Sob o Céu que não Existe, de Veronica Rossi [Opinião]



Sinopse
O mundo mantinha-os separados, mas o destino reuniu-os. Aria viveu toda a vida no Casulo protegido de Reverie. Este era o seu mundo e nunca pensou sobre o que estaria para lá das fronteiras. Mas, quando a mãe desaparece, Aria vê-se confrontada a sair para o exterior para a procurar, e a sobrevivência no deserto o tempo suficiente para a encontrar parece impossível. Então Aria encontra um estranho chamado Perry. Ele também está à procura de alguém.

Mas é um Externo, um Selvagem, contudo é a única pessoa capaz de a manter viva na travessia do deserto. E se conseguirem sobreviver serão a esperança um do outro para encontrar respostas às perguntas que vão surgindo à medida que se vão conhecendo.

Este livro foi o primeiro do ano e foi uma excelente maneira de começar. Durante o ano de 2013 tive contacto com as primeiras distopias e fiquei completamente agarrada por isso assim que tive a oportunidade de ler este livro não hesitei.

Achei o inicio do livro um pouco confuso e foi dificil de entrar na história, somos atirados logo para um mundo completamente novo e caimos mesmo no meio da ação sem quaisquer explicações e isso faz com que tenhamos de ter atenção redobrada a todos os detalhes que nos são dados lentamente, porém conforme as peças foram encaixando e este mundo vai sendo apresentado tudo se começou a clarificar.

As personagens são extremamente interessantes e agarram-nos à trama, primeiro queremos saber mais sobre o mundo de Aria e depois sobre o de Perry ambos tão enigmáticos e com personalidades tão fortes que queremos saber mais um pouco. O romance surge de forma gradual de modo que parece bastante natural principalmente tendo em conta a maneira como cresceram a temer/odiar o que o outro representa. Contudo é a aliança que eles constituem como ela poderá afectar o meio envolvente que torna este livro espectacular.

Também é interessante como Veronica Rossi lhes atribui de alguma forma capacidades extra-sensoriais que além de serem excelentemente bem inseridas na narrativa são de suma importância não só na sua sobrevivência mas também hiearquicamente.

Com uma linguagem clara e descrições bem conseguidas li este livro em poucas horas aproveitando horas de espera numa instituição governamental tornaram o que poderiam ter sido um tempo cansativo e aborrecido numa viagem fantástica com personagens fabulosas e uma ação de tirar o fôlego.

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