Crónicas de uma Leitora: "A Estação dos Ossos" de Samantha Shannon (Opinião)

domingo, 26 de janeiro de 2014

"A Estação dos Ossos" de Samantha Shannon (Opinião)


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Sinopse
2059. Paige Mahoney tem dezanove anos e trabalha no submundo do crime da Londres de Scion, na zona dos Sete Quadrantes, para Jaxon Hall. O seu trabalho consiste em procurar informações invadindo a mente de outras pessoas. Paige é uma caminhante de sonhos, uma clarividente - e, no seu mundo, no mundo de Scion, comete traição pelo simples facto de respirar. Está a chover no dia em que a sua vida muda para sempre. Atacada, drogada e raptada, Paige é levada para Oxford - uma cidade mantida em segredo há duzentos anos e controlada por uma raça poderosa, vinda de outro mundo, os Refaim. Paige é atribuída ao Guardião, um Refaíta com motivações misteriosas. Ele é o seu mestre. O seu professor. O seu inimigo natural. Mas, para Paige recuperar a sua liberdade, tem de se deixar reabilitar naquela prisão onde tem por destino morrer.
 



O inicio da leitura não foi fácil, não porque a história não seja boa, é excelente, mas pela quantidade de novos conceitos e novas informações com que somos presenteados.

Paige é uma jovem que escolhe  viver uma vida de crime a continuar uma existência em que tem de esconder as suas capacidades naturais e fingir ser o que não é, uma pessoa normal como todas as outras. Paige tem um dom, o dom de "caminhar nos sonhos", de se ligar a outras auras no "éter",  no entanto no mundo existente, perante a politica de SCION, a contranaturalidade é um crime e a minima denuncia sobre o dom que ela possui é o suficiente para ser presa, julgada e até morta. 

Mesmo levando uma vida de fugitiva,  Paige é presa e levada a conhecer uma nova realidade, ainda pior do que a que conhecia até ao momento, não confia nos seus captores e tem esperança de fugir e de voltar á vida que foi obrigada a deixar para trás. Os Refaim são uma raça superior pela sua força, capacidades e conhecimento, são extremamente cruéis e usam os humanos clarividentes numa justificação que não a verdadeira. Mas nem tudo o que luz é oiro, e dei por mim pela noite dentro, presa a uma história magnifica.

Esta é uma leitura intricada e complexa, uma nova visão não só do futuro mas como do passado,. Uma obra fantástica, que nos conta a história de uma jovem excepcional que não abandona os amigos e que luta pelo que acredita.

 Adorei o facto da obra trazer um esquema no inicio do livro que nos permite ter uma alusão das sete ordens da clarividência e no final do livro existir um glossário que permite compreender os conceitos apresentados.
A capa do livro é linda e o nome é sugestivo e justificado pela história.
 Tornei-me fã de Samantha Shannon pelo mundo distópico apresentado, a sua capacidade de inovar, de criar um novo mundo cheio de novos conceitos e de nos presentear com um livro de uma qualidade excepcional que me viciou desde as primeiras páginas. 

Recomendo vivamente a quem gosta de mundos distópicoscos onde a magia, uma nova raça alien e um novo mundos vos espera .

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