Crónicas de uma Leitora: Luz e Sombra, de Leigh Bardugo [Opinião]

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Luz e Sombra, de Leigh Bardugo [Opinião]

 

Sinopse:
Só ela consegue vencer as trevas... Rodeada por inimigos, a outrora grande nação de Ravka foi dividida em duas pelo Sulco de Sombra, uma faixa de escuridão quase impenetrável cheia de monstros que se alimentam de carne humana. Agora, o seu destino pode depender de uma só refugiada. Alina Starkov nunca foi boa em nada. Órfã de guerra, tem uma única certeza: o apoio do seu melhor amigo, Maly, e a sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa do regimento militar, numa das expedições que tem de fazer ao Sulco de Sombra, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros volcra e ficar brutalmente ferido. O seu instinto leva-a a protegê-lo, e ela revela um poder adormecido que lhe salva a vida, um poder que poderia ser a chave para libertar o seu país devastado pela guerra. Arrancada de tudo aquilo que conhece, Alina é levada para a corte real para ser treinada como um membro dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina no seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir o Sulco de Sombra. No entanto, nada naquele mundo pródigo é o que parece. Com a escuridão a aproximar-se e todo um reino dependente da sua energia indomável, Alina terá de enfrentar os segredos dos Grisha... e os segredos do seu coração.



Nos ultimos tempos tenho tido a sorte de ter lido livros espectaculares e torna-se cada vez mais dificil fazer uma opinião sem que esta se torne repetitiva ou parecida as anteriores e por vezes somos arrebatados de tal forma por uma história que colocar em palavras tudo o que sentimos durante a leitura é uma tarefa hercúlea. Por isso começo esta opinião dizendo que sou uma pessoa mais feliz por ter tido a oportunidade de ter lido este livro, não é apenas cativante ou envolvente sentimo-nos mesmo fundidos com a história.

É impossível largar as páginas sem ressacar, sentimos uma necessidade visceral de ler só mais um bocadinho, mais um capítulo porque há sempre coisas a acontecer, as reviravoltas sucedem-se e sempre que pensamos saber algo a autora muda o curso aos acontecimentos deixando-nos com um misto de sentimentos muitas vezes dificeis de definir.

Luz e Sombra fala sobre magia, poder, amor, amizade, traição, esperança e fé. A sinopse está bastante explicita de modo que não tenho muito mais a acrescentar sem fazer spoiler mas devo dizer que o mundo que Leigh Bardugo criou está construído de forma exímia, desde os diferentes tipos de magia dos Grisha à hierarquia que os divide, passando pela corte com um rei patético e sem noção e as diferenças sociais entre os habitantes de Os Alta e o resto da população.

Alina é uma jovem cuja idade não é revelada mas que julgo ter cerca de 18 anos, que fica em pânico ao saber que tem um poder tão raro que a pode transformar na salvadora da sua nação, na verdade ela recusa-se a acreditar e a aceitar o seu poder durante muito tempo. Os obstáculos vão-se sucedendo num ritmo quase alarmante, sempre que Alina se recompõe algo pior acontece e apesar do seu estado quase sempre de alerta acaba por se deixar maravilhar pela vida que tem no Pequeno Palácio. A dualidade entre o que o seu instinto lhe diz e o que sente deixam-na muitas vezes confusa contudo tem alma de guerreira, nunca desiste dos seus objectivos e vemos o seu amadurecimento ao longo do livro por isso quando a verdade atinge-a como um murro no estômago ela segue em frente e continua a lutar.

Mal o seu amigo de infância por quem sente uma paixão secreta tem um papel mais determinante no final ficando subentendido que talvez também ele tenha algum tipo de poder desconhecido. Como durante todo o livro ele esteve quase sempre ausente apenas no final percebemos a sua personalidade forte e marcante, como ele não é tão desprendido como parecia inicialmente e como os seus sentimentos se começam a desenvolver, espero ver mais de Mal no próximo livro.

Contudo, contrariando todas as expectativas iniciais a minha personagem favorita é o Darkling, a obscuridade que o rodeia é fascinante e ele consegue mesmo envolver-nos na sua teia de poder e obsessão. Um dos vilões mais bem construídos que nos seduz inebriando-nos com a poderosa magia que possui.

Com notórias referência à Russia, Ravka tem tanto de fascinante como de sombrio, espero voltar lá brevemente pois esta história ainda tem muito que se lhe diga. Aconselho veementemente aos amantes de fantasia no seu estado mais puro cuja genialidade impressa em cada página nos deixa completamente maravilhados.

5 comentários:

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  2. Bem, estou a ver que aceitam muito bem as opiniões dos leitores...

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  3. O problema de aceitar é ter de responder e por vezes é preferível evitar conflitos contudo como insiste eu respondo.

    1.º Desde o inicio o Darkling se apresenta como o vilão, como sombrio, como alguém com um poder inimaginável, como alguém temível.

    2.º Eu disse que não queria fazer spoiler não disse que não iria fazer, nem sempre é fácil fazer uma opinião abstendo informações cruciais, por isso se eu "estraguei o prazer da leitura" peço desculpa

    3.º basta ver outras opiniões na blogosfera portuguesa para ver que não fui a única a referir o Darkling como o vilão, talvez devesse deixar comentários depreciativos em todos os outros blogues.

    Obrigada

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  4. Nem tinha de responder, eu apenas insisti porque não aceitou a opinião de uma leitora. Seja boa ou má, as críticas deviam ser sempre bem vindas, e se quiser dá a sua opinião de seguida para justificar as suas ideias, mas daí a não aceitar uma opinião... Eu não comentei no indício de arranjar conflitos, mas sim dar apenas a minha opinião, de modo a tentar ajudar a melhorar nalguma coisa. Peço desculpa se não me fiz entender. Obrigada pela resposta e continuem com o bom trabalho, que eu não faria melhor. :)

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  5. Ah, e continuo com a ideia de que no início se falava apenas do Darkling como sendo um salvador, sombrio e temido, sim, mas não um vilão. Obrigada

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