Crónicas de uma Leitora: Uma Casa de Família, de Natasha Solomons, [Opinião]

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Uma Casa de Família, de Natasha Solomons, [Opinião]




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Sinopse: 

Na primavera de 1938, a ameaça nazi paira sobre a Europa. Em Viena, a família Landau vê desaparecer muitos dos seus amigos e teme pela sua segurança. Decidem fugir do país mas não poderão partir juntos. Elise, a filha mais nova, é enviada para Inglaterra, onde a espera um emprego como criada de uma família aristocrática. É a única forma de garantir a sua segurança. Para trás deixa uma vida privilegiada. Em Tyneford, ela tenta encontrar o seu lugar na rígida hierarquia da casa. É agora uma das criadas, mas nunca antes trabalhou. Tem a educação e os hábitos da classe alta, mas não pertence à aristocracia. Enquanto areia as pratas e prepara as lareiras, usa as magníficas pérolas da mãe por baixo do uniforme. Sabe que deve limitar-se a servir, mas não consegue evitar o escândalo ao dançar com Kit, o filho do dono da casa. Juntos vão desafiar as convenções da severa aristocracia inglesa numa história de amor que tocará todos os que os rodeiam. Em Tyneford, ela vai aprender que é possível ser mais do que uma pessoa. Viver mais do que uma vida. Amar mais do que uma vez.



Segundo ebook lido e estou completamente rendida…

Romances de época não são os meus livros favoritos, verdade seja dita, no entanto este livro acabou por ganhar um cantinho especial na minha «estante virtual»! Uma autora a seguir de forma religiosa. Curiosa fui ao site da autora, pode encontrá-lo aqui, e acabei por ler as várias sinopses lá disponíveis. Qualquer um deles despertou-me o interesse e espero sinceramente que a ASA/Leya mantenha esta autora nas suas edições.

Relativamente à obra em si, esta gira em torno de Elise Landau, uma judia austríaca pertencente à classe média-alta que é enviada para Inglaterra de forma a fugir à perseguição nazi. Muito contrariada, uma vez que os pais e a irmã e cunhado aguardavam visto para os EUA, Elise obriga a família a prometer chamá-la assim que «pisarem» terras americanas. Habituada a ser servida, Elise é contratado pela família Rivers, em Tyneford, como criada de servir. No decorrer da leitura acompanhamos passo a passo o crescimento emocional de uma Elise mimada, caprichosa e insegura para uma jovem mulher corajosa, dedicada e claro, apaixonada.

O enredo está maravilhosamente bem construído no sentido do romance, somos confrontados com fatos históricos da época, nomeadamente a perseguição nazi, o início da guerra, o envio de jovens para combate no entanto, este não é o foco principal no qual a autora se debruça. A vida de Elise, a sua transição de adolescente e entrada na vida adulta é o pilar estrutural da obra em questão. Somos também apresentados a um conjunto de regras «sagradas» que dizem respeito ao bem servir dos serviçais face aos seus senhores. Ficamos a conhecer as regras de etiqueta destas casas senhoriais, possivelmente mais defendidas pelos serviçais do que propriamente por seus senhores, pelo menos no que diz respeito à família Rivers. Os dois mundos eram completamente distintos e no entanto, parte integrante de um todo, faces da mesma moeda.

Esta é uma leitura bastante comovente, na parte final do livro redescobrimos Elise em Sofia e sorrimos perante a inevitabilidade do amor! Aconselho sem reservas!!!

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