Crónicas de uma Leitora: Objectos cortantes de Gillian Flynn (Opinião)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Objectos cortantes de Gillian Flynn (Opinião)


Sinopse
As palavras são como um mapa de estradas para o passado perturbado da jornalista Camille Preaker. Acabada de vir de uma estadia breve num hospital psiquiátrico, o primeiro artigo que o jornal de segunda categoria onde Camille trabalha lhe atribui leva-a relutantemente de volta à sua cidade natal para cobrir o assassinato de duas pré-adolescentes.
Desde que saiu da cidade há doze anos, Camille raramente falou com a sua neurótica e hipocondríaca mãe, nem com a meia-irmã que mal conhece: uma bela rapariga de treze anos que exerce uma misteriosa influência sobre a cidade. Agora, instalada de novo na mansão vitoriana da família, Camille é assombrada pela tragédia de infância que passou toda a vida a tentar amputar da memória.
Enquanto Camille se esforça por revelar a verdade sobre estes crimes violentos, começa a sentir-se identificada com as vítimas - talvez um pouco demasiado. As pistas conduzem-na constantemente a lado nenhum, forçando Camille a desvendar o quebra-cabeças psicológico do seu passado para chegar ao cerne da história. Acossada pelos seus próprios demónios, Camille terá de confrontar o que lhe aconteceu há anos atrás se quiser sobreviver a este regresso a casa.
Arrepiante, escabroso, assombroso, e nem sei bem o que dizer mais. Nada, mas nada me preparou para o fim que este livro teve. É simplesmente impiedoso e perturbado.
O que esperava deste livro? Sinceramente não sei. A capa arrepia. Uma lamina pode servir para muita coisa, mas para nada de bom quando está "sozinha". 
O livro começa por nos apresentar Camille uma jornalista num jornal de pouco destaque. O patrão e amigo, resolve envia-la para a cidade natal dela para cobrir o assassinato de 2 meninas que aconteceram lá. Mesmo sem vontade de enfrentar a mãe controladora ela resolve ainda assim partir para descobrir o máximo possível sobre as mortes das meninas. 
Também ela uma miúda problemática, e actualmente uma mulher cheia de marcas do passado, ela começa a sentir-se demasiado envolvida emocionalmente, principalmente quando a mãe, que nunca lhe ligou a começa a querer "amar". Qual a razão desta mudança? E será que a Marian, a sua irmã mais nova, morreu mesmo de causas naturais, tantos anos antes?
Um drama psicológico e sinistro que nos deixa boquiabertos com o que o ser humano é capaz de fazer. A frieza com que matam e profanam os corpos, e a vida aparentemente normal que levam depois, deixaram-me a pensar que nunca conhecemos verdadeiramente as pessoas com quem convivemos.
Uma escrita fácil, com o ritmo certo para acompanhar cada etapa da narrativa.

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