Crónicas de uma Leitora: Raptada de Lauren DeStefano [Opinião]

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Raptada de Lauren DeStefano [Opinião]

 

Sinopse
Graças à ciência moderna, todos os recém-nascidos são bombas-relógio genéticas - os homens só vivem até aos vinte e cinco anos e as mulheres até aos vinte. Neste cenário desolador, as raparigas são raptadas e forçadas a casamentos polígamos para que a raça humana não desapareça. Levada pelos Colectores para se casar à força, Rhine Ellery, uma rapariga de dezasseis anos entra num mundo de riqueza e privilégio. Apesar do amor genuíno do marido Linden e da amizade relativa das suas irmãs-esposas, Rhine só pensa numa coisa: fugir, encontrar o irmão gémeo e voltar para casa.

Mas a liberdade não é o único problema. O excêntrico pai de Linden está decidido a encontrar um antídoto para o vírus genético que está prestes a levar-lhe o filho e usa cadáveres nas suas experiências. Com a ajuda de um criado, Gabriel, pelo qual se sente perigosamente atraída, Rhine tenta fugir no limitado tempo que lhe resta.
 
 

Não tenho o hábito de ler distopias mas começo a pensar que é um género ao qual deveria prestar mais atenção. As histórias têm sempre contornos arrepiantes dando-nos vislumbres de hipotéticos futuros que nos deixam muitas vezes sem fôlego.

"Raptada" é o primeiro volume da trilogia Jardim Químico e passa-se num futuro onde temos um prazo de validade bastante curto em que as mulheres não passam dos 20 anos e os homens dos 25 fazendo-os viver freneticamente, assumindo uma maturidade que não lhes é natural, onde as crianças começam a trabalhar muito cedo e onde a poligamia e o casamento na adolescência é normal.

Lauren DeStefano construiu um futuro aterrador devastado por uma 3.ª Guerra Mundial que arrasou todos os países reduzindo-os a minusculas ilhas inabitadas excepto a América do Norte. Não bastando este facto que pulverizou biliões de pessoas houve também avanços científicos tão avassaladores que uma mutação genética levou a que todos os bebés nascessem sem doenças e com uma longevidade quase eterna (os primeira geração) porém os seus descendentes contraíram um virus que os mata precocemente.

Este é o cenário deste fantástico livro cuja protagonista é Rhine uma adolescente de 16 anos que é raptada e obrigada a um casamento poligamo contudo a fuga está sempre presente nos seus pensamentos e nem a amizade com as suas irmãs-esposas ou o carinho e atenção do seu marido a fazem mudar de ideias.

A acção muito centrada nos acontecimentos da casa onde queremos sempre saber mais sobre Cecily a noiva mais nova de apenas 13 anos e sobre Jenna a mais velha de 18 anos, queremos tentar perceber mais sobre o vai-vem de empregados, que idades terão, qual o passado deles, e principalmente onde é que o marido delas Linden se insere na rebuscada busca pela cura que o seu pai almeja desde a morte do seu primeiro filho. É com o sogro que as jovens têm de ter mais cuidado e é este a personagem mais enigmática de todo o livro.

A escrita da autora é completamente viciante, somos sugados para dentro desta história absolutamente incrível, vemo-nos a ansiar por saber mais, mais história, mais das personagens, mais da trama absolutamente incrível que é desenvolvida, mais dos acontecimentos tenebrosos da cave daquela luxuosa mansão cujos segredos se escondem nos alicerces. É um livro que aconselho aos amantes de distopias e principalmente a quem se quer iniciar no género, irão ficar deliciados.

1 comentário:

  1. No início gostei, mas agora... nem por isso.
    Estou a ler este livro, contudo, a escrita e a história em si não me atraem. Em dois meses li qualquer coisa como 80 páginas do primeiro volume. E ainda tenho o segundo para ler. Terminar estes dois livros têm
    sido o meu desafio de verão.
    A ver que até o final deste mês consigo finalizar a leitura.

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