Crónicas de uma Leitora: "Todos os teus beijos" de Laura Lee Guhrke - opinião

sábado, 31 de agosto de 2013

"Todos os teus beijos" de Laura Lee Guhrke - opinião



Sinopse


Todos conhecem Dylan Moore — o seu brilhante talento e a sua busca pelo prazer — mas ninguém sabe o tormento que esconde. Apenas uma mulher se apercebe da força que impele a alma de Dylan, uma mulher que o persegue em sonhos e desperta nele paixões que nenhuma outra despertou.

Desgraçada e agora muito pobre, Grace Cheval nada quer ter com o sedutor que a deseja. Quando Dylan lhe oferece o emprego de precetora para a filha que há pouco encontrou, sabe que as suas intenções não são honradas. Porém, é-lhe difícil resistir a este homem tão carismático e devolve-lhe os beijos apaixonados com todo o ardor. Atrever-se-á Dylan a esperar que esta beldade orgulhosa e intrépida derreta o gelo que envolve o seu coração?



Sem dúvida mais um excelente romance desta autora fantástica. A forma de escrever não desilude. Uma escrita simples, sem grandes floreados, só o suficiente para se entrar na história.

Os personagens estão muito bem descritos, e embora se passe em 1832, nota-se que houve pesquisa profunda sobre os costumes daquela época. Desde os trajes, as casas, as comidas, passando pelos costumes e títulos.

Dylon Moore, grande compositor da época, teve um acidente que o deixou com um zumbido nos ouvidos e que nunca mais o deixou compor. Sendo ele um homem que põe em primeiro lugar a musica, ao ver-se nesta condição tenta o suicídio. Na hora que o tenta fazer, Grace aparece na sua vida a tocar violino. Sem saber de onde vem o som, ele persegue-o e encontra-a. Ela consegue, através da música e falando com ele dissuadi-lo. Mas este encontro é breve e passam-se 5 anos antes que se voltem a encontrar. De caracter duro, temperamental e completamente egoísta, como ele próprio se descreve, aprecia os prazeres da carne, é libertino, sedutor, jogador até ao dia em que conhece Grace.

Grace, descendente boas famílias, é virtuosa, calma, sensata e generosa. Humilde e apaixonada, foge com um pintor para poder casar com ele. Sem poderem aceitar essa atitude dela, a familia cai em desgraça. Sem o apoio do marido, que entretanto morreu, e sem a familia que nao a aceita de volta, ela vê-se a tocar violino em festas, e a vender laranjas na rua para poder sobreviver.
Será numa festa, 5 anos mais tarde, em que Grace, que os dois se reencontram.
A partir daqui a história começa a desenrolar, e quando dá por isso Grace está a trabalhar para Dylan, como precetora da filha dele, que ele nem sequer sabia que existia.
Inicia-se um jogo do gato e do rato, pois Grace não quer admitir que se está a apaixonar, e Dylan nem sequer sabe o que é o amor.

Envolvente, sensual, cheio de romance, este história dá-nos a conhecer mais sobre como era aquele época. As noites de loucura dos homens, as apostas, os duelos, as cortes, as politicas, as influências. Um livro que nos faz acreditar que mesmo as pessoas mais frias, calculistas e desprendidas conseguem mudar e acreditar no amor.

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