Crónicas de uma Leitora: "As raparigas do Rosário" de Richard Montanari - opinião

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

"As raparigas do Rosário" de Richard Montanari - opinião


Sinopse
Uma das vozes mais poderosas e de maior talento da actualidade dá vida a um thriller moderno de grande pujança baseado numa ideia de vingança e revolta. Chase, motorista de ambulâncias fica traumatizado desde o dia em que perdeu a filha por não ter chegado a tempo ao hospital não conseguindo evitar que a sua mulher abortasse no caminho. A partir daí, a sua sede de castigar jovens que planeiam suicidar-se assume contornos assassinos sendo o seu alvo raparigas pertencentes a colégios católicos. As execuções obedecem a um ritual meticulosamente planeado: primeiro a fase da oração e em seguida a tortura e execução, sendo as mãos das escolhidas aparafusadas em oração eterna segurando um rosário a que falta um número diferente de contas em cada crime. Antes que o ciclo fique completo, torna-se urgente identificar e capturar o assassino que está a assombrar Filadélfia. Um thriller de elevado suspense e acção que mantém o leitor a desconfiar de várias personagens.



Mais um policial fantástico. Se me pedissem para o descrever em 3 palavras diria: Arrepiante, Intenso, viciante. É incrível como o autor nos consegue fazer embrenhar com uma facilidade enorme numa história macabra de um mente perversa.

A história centra-se em dois personagens principais. Jessica e Kevin. 2 detectives, ela acabada de chegar á secção de homicídios e ele já com carreira feita. Juntos vão encetar as mais incríveis investigações para descobrir quem anda a aterrorizar a cidade matando raparigas, que estudam em escolas católicas, aparafusando-lhes as mãos em oração e pendurando um rosário. Elas são largadas em locais diversos e em posições distintas. Mas há uma outra descoberta que é feita que deixa toda a gente perplexa e incrédula com o sangue frio do assassino.

Como dupla, gostei da descrição de ambos os detectives. O autor consegue aproxima-los de nó s com facilidade, pois ele são falíveis como todos nós. Com segredos, vícios, e que erram. No entanto, achei também que se perdeu um pouco ao falar demais nas história passada deles. Dar-nos a conhecer um pouco da vida passada deles sim, mas não da forma constante e exaustiva como o faz.

No entanto, não deixa de ser um livro excelente, que nos deixa presos de expectativa do inicio ao fim da leitura. Eu confesso que me cheguei a arrepiar quando o estava a ler, a pensar como é possível a mente humana ser tão perversa, má e cruel.

E embora seja um livro que já tem uns anos (2007), é daqueles que simplesmente ADOREI e que aconselho a todos que gostam de policiais.

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