Crónicas de uma Leitora: A Cidade do Medo de Pedro Garcia Rosado, [Opinião]

terça-feira, 30 de julho de 2013

A Cidade do Medo de Pedro Garcia Rosado, [Opinião]


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Sinopse:

A Cidade Do Medo - ROSADO, PEDRO GARCIA

""antes do Freeport, houve a Ota"... Quando o primeiro sem-abrigo aparece morto com dezoito facadas junto à Basílica da Estrela, ninguém mostra grande interesse. Nem o inspector Joel Franco, responsável pela investigação na Secção de Homicídios da Polícia Judiciária, nem o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (que precisa de dar a imagem de uma cidade tranquila aos seus investidores estrangeiros), nem a jornalista Eunice Neves, que trata dos casos de polícia no seu programa O Crime Nosso de Cada Dia. Para a Polícia, a morte violenta de um sem-abrigo cuja identidade é quase impossível de determinar não é uma ocorrência a que se possa dedicar muito tempo. Mas a situação altera-se na manhã seguinte: aparecem mortos, da mesma maneira, mais dois sem-abrigo na Baixa de Lisboa. E, dois dias depois, são três os sem-abrigo atacados. O serial killer começa, porém, a deixar pistas - e estas apontam para um culto satânico, mas também para a maçonaria. Com o medo a instalar-se em Lisboa, onde o assassino vai multiplicando os seus actos de violência, e enquanto Joel Franco começa a descobrir as origens desta vaga de crimes, o presidente da Câmara de Lisboa e um seu discreto aliado na própria PJ percebem quem é o autor das mortes: o homem que quiseram transformar em bode expiatório quando começou a correr mal o comércio ilícito de terrenos na zona do projectado aeroporto da Ota. No qual pontificara o presidente da Câmara quando ainda era ministro do Ambiente... E em breve vão estar frente a frente dois homens que, à sua maneira, procuram justiça: o assassino propriamente dito e Joel Franco, que tenta vingar a morte de um amigo de infância em cada homicida que persegue. É bem provável que ambos desafiem a antiquíssima norma que regula a sociedade humana: "Não matarás.""


Opinião de Claudia Lé:

Decididamente, Pedro Garcia Rosado é sem dúvida nenhuma o meu escritor português favorito no que diz respeito a livros policiais. Na presente obra, o escritor conduz-nos à cidade de Lisboa onde presenciaremos ao longo de grande parte do livro aos macabros assassinatos executados pelo «sanitizador de Lisboa». Uma escolha de nome um tanto incomum e que me fez rir numa primeira leitura. Ao longo do desenrolar da ação somos confrontados com flashbacks do que houvera acontecido anos antes a uma personagem que, até pelo menos meio da trama, não se coaduna com nada nem ninguém... ilusão...

Mais uma vez neste livro somos confrontados com uma leitura rápida. O enredo desenvolve-se paralelamente ao tema do aeroporto da Ota e em como muitas personagens conhecidas se apropriaram de terrenos na zona por preços abaixo da média e os venderam bem acima após a comunicação do provável aeroporto. Esta temática já tinha sido explorada, embora de forma muito leve, por outro escritor português, no entanto Pedro Garcia Rosado consegue «levantar o pano» sem ilusões acerca dos maravilhosos governantes que nosso país tem... fição ou não, pense cada um o que quiser face à conjuntura de nosso país!

As personagens estão bastante bem caraterizadas, embora a descrição não seja a mais correta, associei o ruivo Joel à personagem da série CSI Miami. Embora tenha apenas lido o primeiro livro da série Não Matarás, acho que não seria de forma nenhuma mal pensado, alguém pegar na mesma e promover uma série televisiva, em substituição das constantes repetições de séries, por vezes nem sequer de autoria portuguesa... lá está o meu mau feitio a falar, ou melhor, resmungar. Finalmente somos agraciados com escritores tão bons ou melhores que muitos estrangeiros de renome e acho que estes deveriam ser ainda mais explorados sob as diversas formas.

Quem ainda não conheça o escritor, aconselho a ler as primeiras páginas e tentar colocar o livro de lado, a meu ver, tarefa bastante ingrata senão impossível.

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