Crónicas de uma Leitora: "O império dos Homens Bons" de Tiago Rebelo - Opinião

quarta-feira, 12 de junho de 2013

"O império dos Homens Bons" de Tiago Rebelo - Opinião



Sinopse:

Em 1847, na pequena vila de Inhambane, um punhado de famílias esquecidas pela coroa portuguesa luta heroicamente para impor uma nova civilização em território africano. Acabado de se ordenar em Lisboa, o jovem padre Joaquim Santa Rita Montanha é enviado para Moçambique com a sagrada missão de prestar apoio espiritual aos europeus e evangelizar os indígenas. O seu sonho de realizar uma obra que fique para a história depara-se com dificuldades que parecem insuperáveis. Mas, apesar de todos os obstáculos, o padre Montanha nunca desiste dos seus objectivos ambiciosos e, em breve, torna-se o pilar desta pequena sociedade branca rodeada por milhares de guerreiros de tribos hostis. Personagem complexa, o padre Montanha é um fervoroso homem de Deus que goza de invulgar prestígio mas não abdica de uma paixão arrebatada pela escrava Leonor, com quem vive um amor proibido. É, sobretudo, o explorador que não hesita em enfrentar perigos imensos para concretizar uma viagem aos holandeses no interior do sertão e, assim, inaugurar as relações diplomáticas entre o reino de Portugal e os fundadores da futura República Sul-Africana. Tal como o tenente Montanha, personagem inesquecível do seu anterior romance O Tempo dos Amores Perfeitos, o padre Montanha é antepassado do autor. O Império dos Homens Bons é resultado de uma minuciosa pesquisa sobre a vida deste homem singular e a recriação histórica de uma época de grande romantismo em África. Trata-se de um retrato de época brilhante e de enorme talento.


Opinião por Carla

Este livro, para mim, foi mais uma estreia a nível de autores. Nunca tinha lido nada de Tiago Rebelo e, tal como esperava, não me desiludiu. Tem uma escrita simples, mesmo quando usa uma linguagem própria da época.

Tal como a sinopse diz, e não me vou alongar muito em descrições, tudo roda à volta do padre Joaquim Montanha, que parte para Moçambique, mais precisamente para Inhambane em 1847, com o intuito e fazer a diferença naquela terra, erguer uma igreja, quiça uma escola. Foi conselheiro, professor, confessor, amigo. Envolveu-se nas questões politicas, tentando sempre não pender nem para um lado, nem para o outro, mas ser acima de tudo justo.

O livro inclui também temas como a escravatura dos negros, as alforrias e o cristianismo.

Para quem gosta de saber um pouco mais sobre a nossa história, aconselho este livro, porque através das descrições e da escrita de Tiago Rebelo conseguirmos visualizar tudo aquilo que ele retrata. é uma outra forma de viajar pela história, não esquecendo o facto de tudo o que ele escreve ter sido bem pesquisado e muitas coisas baseadas no diário que o Padre Montanha deixou e que foi conservado no Arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa.

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