Crónicas de uma Leitora: "Não te conto o meu segredo" de Samantha Young [Opinião]

segunda-feira, 17 de junho de 2013

"Não te conto o meu segredo" de Samantha Young [Opinião]




Sinopse

Traumatizada pelo seu trágico passado, Joss muda-se dos Estados Unidos para a Escócia, onde espera começar uma nova vida. No anonimato da romântica Edimburgo, esconde-se no seu casulo. Durante quatro anos tenta negar as suas dolorosas memórias, refugiada na escrita, no sonho de um dia, finalmente, pôr os seus fantasmas no papel. Mas de repente tudo muda. Obrigada a procurar uma nova casa, descobre um luxuoso apartamento em Dublin Street. E descobre também o desconcertante Braden Carmichael, um carismático milionário, que exerce sobre ela um irresistível fascínio. Joss vê-se numa encruzilhada. Sabe que a atracção entre ambos é imediata, avassaladora. Mas os demónios do seu passado impedem-na de se entregar ao sensual escocês. É então que ele lhe propõe um estranho acordo, que lhes permitirá explorar desenfreadamente a paixão que os une, sem no entanto se envolverem emocionalmente. Joss aceita. E no início acredita, inocentemente, que o acordo vai resultar. Mas a Braden os encontros escaldantes não chegam, quer mais, muito mais, quer tudo. Quer desvendar-lhe todos os segredos, quer pôr-lhe a alma a nu - e está disposto a mudar o que for preciso para tê-la por inteiro.

Opinião por Carla

“Não te conto o meu segredo”,por este titulo, e não conhecendo a autora, podia muito bem ser um policial. Mas olhando melhor para a capa vejo um referência ao livros das ”Sombras de Grey”. Tendo-os lido, fiquei curiosa para saber se este seria mais do mesmo, ou se a autora me iria surpreender com uma história nova. E não me desiludiu.

A história centra-se, essencialmente em 3 personagens: Jocelyn (Joss), Braden e Ellie a irmã dele.

Joss, com 14 anos, está nas aulas, vê a directora da escola com a policia à porta da sala de aula. Mau sinal, e tal como já pressentia, as noticias são aterradoras. Os pais e a irmã morreram todos num acidente de automóvel.

Passam-se 8 anos, e Joss, que entretanto se mudou para a Escócia para estudar, tornou-se uma mulher independente, motivada, corajosa, com humor mas com uma mágoa profunda por ter ficado órfã tão cedo. Rebelou-se, fez coisas das quais não se orgulha para tentar esconder a tristeza que sentia pela perda. Vale-se o sarcasmo pata se defender. Passou por famílias de acolhimento e assim que pôde, saiu da América para a Escócia, terra Natal da mãe, onde fez a faculdade e sonha vir a ser escritora.

Não se achando uma mulher “fácil”, vê todas as suas defesas serem deitadas abaixo quando conhece Braden.

Braden, um homem cheio de encantos, moreno e de olhos azuis, é daqueles homens tipicos que estão habituados a terem as mulheres caídas aos pés deles, mas dos quais se deve de fugir a 7 pés por só trazerem problemas. Conhece Joss num táxi que dividem, e mal sonha que aquela mulher intrigante vai ser a companheira de casa da própria irmã.

Ellie, a irmã de Braden, é o oposto de Joss. De uma natureza simples, simpática e honesta. Vai-se tornar a melhor amiga dela e vai conseguir quebrar alguns dos muros que Joss ergueu ao longo dos anos.

A atracção entre as duas personagens principais é “nuclear” . Segundo Joss, Braden é a versão humana de uma arma nuclear à qual ela não consegue escapar.

Ao longo do livro dei umas valentes gargalhada. A autora tem uma forma simples, mas cheia de humor de descrever as situações que não nos deixa indiferentes.

Com uma carga erótica grande, mas também com muita sensualidade, dramas, perdas e pequenas vitórias, é um livro apaixonante que, embora faça lembrar um pouco as sombras de Grey. tem muito mais história e não se centra somente no sexo, mas valoriza sentimentos.

Um livro que se lê rapidamente e que sem em dúvida me surpreendeu pela positiva e que recomendo

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